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IA pode afetar empregos; OpenAI apresenta novas perspectivas

Relatório da OpenAI classifica empregos em quatro categorias de risco; 46% ficam fora da pressão imediata, 18% enfrentam alto risco de automação no curto prazo

A IA já divide espaço com humanos no ambiente de trabalho
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  • OpenAI publicou o AI Jobs Transition Framework, aplicando o modelo a 900 ocupações, somando 150 milhões de empregos nos Estados Unidos.
  • O novo modelo avalia o que a IA fará na prática, levando em conta regulação, demanda e adoção, além da capacidade técnica.
  • A distribuição de risco mostra que 46% dos cargos estão fora da pressão imediata de automação, 18% enfrentam alto risco a curto prazo e 36% devem passar por transformação sem eliminação de postos.
  • Barreiras reais — como presença humana, vínculo profissional e questões legais — podem impedir a substituição mesmo quando tarefas são automatizáveis.
  • No Brasil, vagas que exigem conhecimento em IA cresceram 65% em 2025, indicando reorganização de tarefas e valorização de competências humanas.

Desde 2022, quando modelos de linguagem passaram a ser amplamente acessíveis, a dúvida sobre o impacto da IA no emprego ganhou escala global. Um novo estudo da OpenAI apresenta uma leitura diferente da invasão tecnológica.

O relatório AI Jobs Transition Framework analisa 900 ocupações, somando 150 milhões de empregos nos EUA, para entender como a IA pode afetar cada função. A ideia é avaliar o que a IA fará na prática, não apenas o que é tecnicamente possível.

A proposta substitui a visão de risco baseada apenas na exposição de tarefas à IA por uma métrica que considera regulação, preferências humanas, dinâmica de mercado e adoção real. O resultado classifica profissões em quatro níveis de risco.

Segundo a OpenAI, 46% dos cargos permanecem fora da zona de pressão imediata de automação. Apenas 18% enfrentam risco elevado no curto prazo, enquanto 36% devem passar por transformação, não substituição de postos. Barreiras reais ajudam a manter tarefas humanas.

O estudo aponta que estar exposto à IA não implica demissão imediata. Leis, vínculos humanos e presença física reduzem a substituição de funções, mesmo quando a IA consegue realizar parte do trabalho. Exemplos incluem advogados, médicos e profissionais que exigem presença humana.

Panorama no Brasil

No Brasil, a demanda por competências em IA já aparece no mercado. Uma pesquisa da Infojobs apontou 65% de crescimento nas vagas que exigem conhecimento em IA em 2025, com mais de duas mil oportunidades abertas nesse período.

A análise brasileira confirma a ideia de que o impacto da IA tende a ocorrer pela reorganização de tarefas. Trabalhadores dividem atividades com sistemas automatizados e assumem funções mais estratégicas.

Outra conclusão relevante é que as áreas mais expostas à automação costumam exigir políticas de requalificação. Rotinas repetitivas e administrativas tendem a ser automatizadas, enquanto habilidades como análise crítica e decisão ganham valor.

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