- Ibovespa subiu 0,7% nesta quinta, aos 178 mil pontos, mas mantém queda de 3% na semana e 4,8% no mês (alta de 10,7% no ano).
- O movimento acompanha a “ressaca do Flávio Day 2.0”; investidores analisam se Flávio Bolsonaro conseguirá se desvincular de Vorcaro, sem inverter a tendência de baixa da bolsa.
- Dólar à vista caiu 0,45% para R$ 4,99; giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 22 bilhões, 21% acima da média de 12 meses.
- Fatores externos ajudaram a acalmar o mercado, com melhora do apetite por risco e recuo dos yields; encontro entre Trump e Xi Jinping gerou sinais mais construtivos.
- A tendência de baixa permanece no curto e médio prazos; o mercado aguarda novas pesquisas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro para medir impacto futuro.
Ibovespa ensaia recuperação na ressaca do Flávio Day 2.0, mas não apaga a tendência de queda. O mercado avalia se Flávio Bolsonaro, candidato do PL, consegue se desvincular da associação com Vorcaro após o escândalo ligado ao Banco Master e ao FGC.
A sessão de quinta-feira (14) fechou com ganho de 0,7%, aos 178 mil pontos. Na semana, o índice cai 3%; no mês, a baixa acumula 4,8%. No ano, o índice acumula alta de 10,7%.
O dólar spot, por sua vez, caiu 0,45%, para 4,99 reais. A moeda registra alta de 1,9% na semana e queda de 0,7% no mês. No ano, a desvalorização ante o real é de 9,16%.
Dois componentes ajudaram a sustentar a recuperação parcial. O recuo recente nos juros abriu espaço para compras em construtoras e varejistas, papéis mais sensíveis a juros. Ao mesmo tempo, o ambiente externo mostrou melhora moderada do apetite por risco.
Segundo analista, a correção cambial fez parte do ajuste, acompanhando sinais mais positivos no cenário externo, como queda de yields de Treasuries e avanços em negociações entre autoridades dos EUA e China. Isso ajudou a frear o pânico recente.
O giro financeiro do Ibovespa ficou em 22 bilhões de reais, 21% acima da média dos últimos 12 meses. O fluxo mais alto reforça a liquidez no pregão, ainda que o cenário político permaneça volátil.
Perspectiva de mercado
A tendência de longo prazo ainda aponta queda na margem, conforme avaliação de especialistas. O nível de 177 mil pontos manteve-se como referência recente, bem abaixo da marca anterior de 199 mil pontos alcançada em abril.
A Administração pública de Flávio Bolsonaro tem sido acompanhada por pesquisas, que devem indicar se o eleitorado percebe dano estrutural à candidatura. As próximas leituras de intenção de voto serão determinantes para o humor mobiliário.
Analistas ressaltam que o mercado continua atento aos desdobramentos políticos e a cenários econômicos globais. A recuperação atual não implica retomada sustentável até novas confirmações de apetite de risco.
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