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Indústria brasileira prepara novo salto para acelerar inovação no mercado global

Painel no São Paulo Innovation Week aponta potencial do Brasil para se tornar polo tecnológico global, mas cobra políticas de Estado estáveis, financiamento e escala

A apresentação faz parte da plenária inédita no festival sobre a indústria brasileira.
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  • No São Paulo Innovation Week, painel discutiu como a indústria brasileira pode ampliar inovação, destacando uso de IA para aumentar eficiência e produtividade; estudo de cenário global foi apresentado por executivos de indústria.
  • O Brasil está na 52ª posição do Índice Global de Inovação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, atrás de potências como Estados Unidos e China, com desafios de transformar pesquisa em negócios de alto impacto.
  • A Granbio defende uso de biomassa para desenvolver tecnologias que substituam derivados do petróleo, destacando o Brasil como um dos melhores lugares do mundo para biomassa, mas reconhece deficiência em tecnologia e escala.
  • A Finep é citada como apoio relevante, com modelo de contratação mais eficiente, porém persiste o desafio do “vale da morte” entre pesquisa e negócio sustentável, apesar de patentes em bioquímica e biocombustíveis.
  • A Embraer ressalta a importância da formação de pessoas e da digitalização, com unidades de inovação além do negócio principal; ainda há pressão de custo de capital e necessidade de IA para manter competitividade.

No São Paulo Innovation Week, o painel Fronteiras da Inovação revelou caminhos e desafios da indústria brasileira para acelerar a corrida global por tecnologia. O evento acontece no Pacaembu e na Faap e reúne especialistas nacionais e estrangeiros.

A abertura contou com a condução de João Carlos Martins, acompanhado de um robô para orientar os músicos da Orquestra Bachiana durante a apresentação de Mozart. O objetivo foi ilustrar a relação entre arte, inovação e digitalização na indústria.

Entre os participantes, estiveram Ricardo Pellegrini (Fiesp), Cleiton Silva (Embraer), Bernardo Gradin (GranBio) e Luiz Gustavo Kass Mwosa (Grupo Paranoá). Eles discutiram uso de IA para aumentar eficiência e produtividade nas empresas.

Os palestrantes destacaram o papel de instituições de fomento, como a Finep, na desburocratização de contratações e no estímulo a patentes, com mais de 400 desenvolvimentos da GranBio em bioquímica e biocombustíveis. Ainda assim, apontaram gargalos de escala.

Segundo Gradin, o Brasil tem vantagens em energia renovável, especialmente biomassa, mas enfrenta deficiência tecnológica frente aos EUA. A ampliação de escala e de capacidade tecnológica são vistos como pontos críticos para o avanço.

Kass ressaltou a importância da transformação digital, afirmando que as máquinas passam a conversar com as pessoas. Ele destacou dificuldade de atrair profissionais de dados comparável a mercados financeiros, citando a criação de uma escola interna para capacitação.

A Embraer, representada por Cleiton Silva, enfatizou que a inovação começa pela formação de engenheiros. A empresa já mantém unidades dedicadas a inovação e avalia aplicações em áreas além da aviação, como defesa, satélites e controle de tráfego.

Os painelistas também abordaram competição internacional e sustentabilidade, incluindo o desafio de tornar combustíveis de aviação mais competitivos frente ao petróleo. A continuidade depende de política de Estado voltada à inovação.

O Índice Global de Inovação de 2025 aponta Brasil em 52ª posição, ainda atrás de potências como EUA e China na transformação de pesquisa em negócios. Os especialistas chamaram atenção para a necessidade de políticas estáveis.

Para manter a competitividade e ampliar escala, os participantes defenderam reduzir juros altos e incentivar investimentos. Eles lembraram que o país tem condições para avançar em IA, automação e transformação industrial.

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