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Inflação na Argentina cai para 2,6% após 10 meses de aceleração

Inflação na Argentina desacelera para 2,6% em abril após dez meses de alta, governo aponta fatores externos e absorção de petróleo

Javier Milei e a motosserra
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  • A inflação na Argentina caiu para dois vírgula seis por cento em abril, encerrando dez meses de aceleração, segundo o Indec.
  • O governo atribuiu a queda a três fatores: incerteza política com as eleições de outubro, impactos do petróleo provocados pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, e alta de carne, educação e transporte.
  • Milei chegou ao poder com inflação alta; em março de dois mil e vinte e cinco, houve alta de três vírgula sete por cento, seguida de recuo, com a inflação chegando a vinte e cinco vírgula cinco por cento em dezembro de dois mil e vinte e três.
  • O cenário político segue conturbado, com investigações contra o chefe de Gabinete e questões envolvendo criptomoeda Libra, que afetam a confiança.
  • A pasta da Economia diz que o dois vírgula seis por cento pode representar o teto do processo; a projeção de inflação para dois mil e vinte e seis, segundo a REM, é de trinta vírgula cinco por cento.

A inflação na Argentina desacelerou para 2,6% em abril, após dez meses de aceleração, segundo o Indec. A taxa representa uma trégua para o governo de Javier Milei, em meio a ventos políticos desfavoráveis no país.

Em março de 2025, a inflação subiu 3,7% em relação ao mês anterior, mas recuou em seguida. Em abril, a queda ocorreu diante de mudanças econômicas e de percepção de ajustes no mercado.

A administração atribui o recuo a três fatores: incerteza eleitoral de outubro passado, impactos do preço do petróleo no mercado global e altas de carne, educação e transporte. A expectativa é que a alta de petróleo tenha sido absorvida.

A inflação continua sendo um tema central para Milei. Pesquisa da Universidade de San Andrés mostra que 22% dos entrevistados indicaram o índice como principal problema em maio, dois pontos acima de abril.

Fatores que cercam o governo

Manuel Adorni, chefe de Gabinete, é alvo de investigação desde março por viagens de luxo e aquisição de imóveis. O caso afeta a confiança pública, embora ainda não tenha afastado o ministro de suas funções.

No início deste ano, surgiram arquivos ligados a uma criptomoeda associada ao presidente, envolvendo sua atuação pública e impactos no mercado de ativos digitais, com ganhos para alguns e perdas para o público.

Perspectivas econômicas

O ministro da Economia, Luis Caputo, afirma que o valor atual é o teto de um processo iniciado há quase um ano. Ele disse que a inflação deve recuar e a economia crescer mais do que o esperado nos próximos 18 a 20 meses.

A última Rem (Expectativas de Mercado) do Banco Central projeta inflação de 2026 em 30,5%, muito acima dos 10% previstos no orçamento, sinalizando desafio contínuo para políticas públicas.

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