- O presidente Lula afirmou que o governo vai barrar a alta dos combustíveis e que assumiu a responsabilidade de não repassar o reajuste ao consumidor, em Camaçari (BA).
- A declaração ocorreu a menos de cinco meses das eleições, em meio a nova alta global do petróleo causada pelo conflito entre EUA e Irã e pelo estreito de Ormuz.
- O barril de petróleo chegou a passar de US$ 100; a Petrobras sinalizou aumento da gasolina e o governo editou uma medida provisória com subsídio de até R$ 0,89 por litro.
- A MP tem validade de dois meses e será reavaliada no final desse período; a ANP ficará responsável pela operacionalização das compensações a produtores e importadores.
- O objetivo é evitar que a alta dos combustíveis atrapalhe a campanha de reeleição de Lula.
Lula garantiu durante entrega de unidades do Minha Casa, Minha Vida em Camaçari (BA) que o governo vai barrar o aumento dos combustíveis. Ele afirmou que não repassará a alta externa ao consumidor, dizendo ter assumido essa responsabilidade.
A fala ocorreu a menos de cinco meses das eleições, em meio a movimentos para evitar impactos na campanha de reeleição. O presidente citou a guerra entre EUA e Irã e destacou que o Brasil não permitirá elevação do preço da gasolina.
O barril de petróleo passou de 100 dólares após o bloqueio do estreito de Ormuz, elevando expectativas de reajuste. A Petrobras sinalizou aumento, e o governo anunciou uma medida provisória para sustentar o preço da gasolina com subsídio.
Medida provisória para conter a alta
A MP prevê subsídio de até 0,89 real por litro, com compensações aos produtores e importadores sob responsabilidade da ANP. O mecanismo tem vigência de dois meses, período em que será reavaliado pelas autoridades.
A iniciativa busca reduzir o impacto da alta nos combustíveis, ainda que dependa de repasse e de avaliação técnica sobre eficácia e impactos fiscais. A medida visa manter o ritmo de preços estáveis até a próxima etapa eleitoral.
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