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Mercado seletivo: techs da América Latina precisam da regra 60 para IPO, dizem gestores

Mercado de IPOs na América Latina segue seletivo; regra 60 exige crescimento com lucratividade para tech, com IA ampliando oportunidades

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  • O mercado de IPOs na América Latina está mais seletivo; investidores querem crescimento e lucratividade, elevando a “regra 60” sobre a antiga “regra 40”.
  • A Kaszek, que investiu em Nubank e Mercado Livre, diz que empresas de tecnologia da região precisam combinar crescimento e margem de lucro de forma consistente para abrir capital.
  • O ecossistema amadureceu; as companhias devem ter receita de US$ 1 bilhão no momento da oferta.
  • A inteligência artificial é vista como motor de crescimento; portfólio da Kaszek, como Kavak, QuintoAndar, Creditas, Wellhub e NuvemShop, já usa IA para crescer e reduzir custos.
  • Gestores de fundos, como SoftBank Latin America Fund e Riverwood Capital, apontam cenário promissor nos próximos 12 a 24 meses, com o Brasil (ex.: Petlove) entre os mercados relevantes e foco em retorno sobre aplicação (ROA) com IA em setores como agricultura e saúde.

O mercado para ofertas públicas iniciais de ações na América Latina está mais seletivo. Mesmo com liquidez global e fluxos estrangeiros, investidores querem ver lucratividade além do crescimento. A posição foi destacada em Nova York, durante o Latin America Private Tech Trailblazers Summit promovido pelo Bank of America.

Nicolas Szekasy, cofundador da Kaszek, afirma que a antiga regra 40 já não vale para techs latino-americanas. Hoje as companhias precisam combinar crescimento com margem de lucro de forma estável, segundo ele, em evento com executives da indústria.

A região tem boas oportunidades, aponta o investidor. Em 15 anos o ecossistema amadureceu, com companhias que podem se listar em breve, desde que atinjam receitas de cerca de 1 bilhão de dólares no momento da oferta.

Mercado está mais seletivo

A alta disponibilidade de capital não impede a avaliação criteriosa. Segundo Szekasy, o desafio é manter crescimento com rentabilidade consistente, o que aumenta o controle de custos e a disciplina de gestão.

O executivo destaca o papel da inteligência artificial como acelerador de oportunidades. A Kaszek já investe em empresas que utilizam IA para crescer e reduzir despesas, como Kavak, QuintoAndar, Creditas, Wellhub e NuvemShop.

Alex Szapiro, co-diretor do SoftBank Latin America Fund, prevê novidades positivas para transações de tech na região nos próximos 12 a 24 meses. Ele cita o grande mercado jovem, digital e unificado da América Latina como ponto de vantagem.

IA e oportunidades

Szapiro aponta investimentos existentes no Brasil, como na Blip, plataforma que utiliza dados de conversas de WhatsApp para treinar sistemas, e ressalta que há dados únicos na região.

Ele também confirma participação na Petlove e comenta que o Brasil é o terceiro maior mercado mundial de animais de estimação, o que reforça o potencial de negócios ligados a consumo e serviços para pets.

Joaquim Lima, sócio da Riverwood Capital, ressalta a atenção ao retorno sobre a aplicação da IA. Embora haja muita animação, ele orienta foco em segmentos grandes com maior impacto, como agricultura e saúde, para impulsionar resultados.

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