- Meta vai cortar cerca de dez por cento da equipe, ou quase oito mil funcionários, para tornar a empresa mais eficiente e compensar outros investimentos.
- O clima interno é descrito como extremamente ruim, com descontentamento geral entre a maioria dos funcionários, exceto os executivos.
- As tensões aumentam por disparidades salariais, mudanças forçadas de função para engenheiros e a instalação de software de rastreamento para treinar IA.
- A empresa enfrenta ações judiciais que resultaram em quase 380 milhões de dólares em danos e multas, além de custos elevados com IA e infraestrutura.
- No Reino Unido, há movimentos de organização sindical e protestos de trabalhadores que pedem proteção de empregos, benefícios e privacidade.
Meta anuncia cortes de cerca de 8 mil funcionários, equivalentes a 10% da força, para aumentar eficiência e financiar investimentos em IA. A ação soma aos desligamentos já anunciados no último quadrimestre, elevando o total para cerca de 25 mil cortes nos últimos quatro anos.
A empresa tem enfrentado queda de moral entre as equipes, com relatos de atraso em aumentos salariais e mudanças obrigatórias de funções para engenheiros de IA. Funcionários também citam a implementação de software de rastreamento de atividades para treinar modelos de IA.
Em abril e maio, o clima interno piorou com etapas de realocação de engenheiros para uma divisão de Engenharia de IA Aplicada. Quem recusou a transferência pode enfrentar desligamento, segundo relatos de trabalhadores.
Reduções de compensação e salários menores têm coincidido com lucros expressivos. Nos três primeiros meses deste ano, o Meta registrou lucro próximo a 27 bilhões de dólares. A companhia elevou previsões de despesas com capital para 125–145 bilhões neste ano.
Questões judiciais também pesam. Nos Estados Unidos, sentenças em Califórnia e Novo México responsabilizaram a empresa por falhas que prejudicaram usuários, resultando em multas e indenizações próximas de 380 milhões de dólares. A empresa tem recorrido dessas decisões.
Outra controvérsia envolve o software de rastreamento, instalado em laptops de funcionários norte-americanos para coletar dados de uso para treinar IA. A Meta afirma que o recurso tem salvaguardas e não é utilizado para outros fins, mas a implementação gerou protestos internos e preocupações com privacidade.
Protestos timidos já surgem em território britânico, com trabalhadores buscando se organizar para preservar empregos, benefícios e privacidade. Um grupo de funcionários tem feito campanhas para encerrar o rastreamento, citando preocupações com consentimento e ética.
No âmbito corporativo, a Meta tem enfrentado pressão do mercado por investir pesado em IA, enquanto mantém forte atuação no negócio de anúncios. Executivos ressaltam que mudanças são voltadas a manter competitividade diante de custos de desenvolvimento.
Pelo lado interno, alguns setores de pesquisa, como o TBD Lab, teriam mantido nível de entusiasmo ao redor dos avanços em IA, com comentários de executivos sobre o potencial de modelos de fronteira. A direção, porém, reforça que a prioridade é acelerar produtividade por meio de IA.
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