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Passagens rodoviárias sobem mais de 60% em quase uma década

Preço das passagens rodoviárias avança 60,5% em nove anos; alta anual de 7,5% supera IPCA, pressionada por diesel, sem repasse total aos passageiros

Preço das passagens rodoviárias subiu mais de 60% em quase uma década — Foto: Divulgação/ClickBus
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  • O preço das passagens rodoviárias subiu 60,5% nos últimos nove anos, próximo da inflação de passagens aéreas (63,7%) e acima do IPCA (54,5%), segundo o Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB) referente a dezembro de 2017 a abril deste ano.
  • No comparativo entre abril de 2025 e abril de 2026, as passagens interestaduais e intermunicipais subiram 7,5%, acima do IPCA (4,4%) mas abaixo de diesel (15,7%) e das passagens aéreas (23,2%).
  • Na variação anual, a categoria convencional liderou com 6,5% de reajuste, além de 65,3% em nove anos; demais categorias apresentaram altas: executivo 63,7%, cama 60,3%, semileito 43% e leito 43,2%.
  • Geograficamente, o Centro-Oeste registrou a maior alta nos últimos 12 meses (8,2%), enquanto o Nordeste teve a maior alta de nove anos (66,1%); viagens de curta distância (até 100 km) subiram 8,5%.
  • O IRCB é elaborado pela ClickBus em parceria com a Fipe, com dados de cerca de 100 milhões de passagens, utilizando também a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE para representatividade; o índice será divulgado mensalmente.

O preço das passagens rodoviárias subiu 60,5% nos últimos nove anos, segundo o Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB). O indicador compara dezembro de 2017 com abril deste ano, abrangendo ônibus interestaduais e intermunicipais.

Entre abril de 2025 e abril de 2026, a variação anual foi de 7,5%, acima da inflação oficial (IPCA) de 4,4%. Contudo, ficou abaixo do aumento do diesel (15,7%) e das passagens aéreas (23,2%).

Panorama geral

O IRCB também aponta que a classe convencional teve alta de 6,5% no último ano e 65,3% em nove anos. Demais modalidades — executivo, cama e semileito — também registraram aumentos acima de 60%.

Explicação dos fatores

Pesos de viagem e composição de custos influenciam os preços. O diesel, com alta recente, representa parte relevante do custo, mas a empresa tem absorvido parte da elevação para manter a demanda.

Contexto regional e sazonal

O Centro-Oeste liderou altas nos últimos 12 meses (8,2%), e o Nordeste mostrou a maior elevação em nove anos (66,1%). Viagens de curta distância cresceram 8,5% no último ano, pior cenário para curtas distâncias.

Metodologia e comparação

O índice utiliza dados transacionais da ClickBus, com cerca de 100 milhões de passagens analisadas. A ponderação incorpora a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE para representar o conjunto nacional.

Fatores que influenciam preços

Condição de oferta e demanda, tipo de viagem, promoções, sazonalidade, combustível, custos operacionais, renovação de frota e tributação aparecem entre os principais impactos.

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