- Criptoativos ganham espaço no sistema financeiro brasileiro, conectando bancos, cartões, remessas internacionais, crédito e produtos financeiros programáveis, sem substituir o Pix como meio de pagamento cotidiano.
- Nubank aponta que o Pix já resolve pagamentos diários com custo e velocidade; o espaço do cripto fica em remessas internacionais, interoperabilidade e uso em produtos financeiros, com a programabilidade reduzindo custos e riscos.
- Visa destaca que a experiência cripto pode estar mais conectada aos serviços financeiros tradicionais, com stablecoins já usadas em cartões e potencial para pagamentos internacionais, especialmente em operações entre empresas; parte do uso pode ocorrer de forma invisível ao usuário.
- Santander relata adoção cuidadosa pelo setor bancário e crescimento do interesse de clientes jovens, com possibilidade de conectar ativos digitais a produtos tradicionais, como usar bitcoin como garantia em crédito.
- Regulação é vista como fator-chave para ampliar a participação institucional, trazendo segurança e exigindo compliance e controles semelhantes aos do mercado tradicional.
A consolidação do Pix não derrubará os criptoativos, mas ampliará sua aplicação em bancos, cartões e produtos financeiros. A avaliação integra o painel Futuro do Dinheiro, no São Paulo Innovation Week, na FAAP, em São Paulo.
Executivas da Nubank, Visa e Santander discutiram o tema, destacando que o cripto pode avançar mais na integração com remessas internacionais, interoperabilidade e serviços de crédito com ativos digitais, em vez de substituir pagamentos já consolidados.
Para Sabrina Zapparoli, da Nubank, o Pix já resolve pagamentos do dia a dia com rapidez, custo e escala. Os criptoativos ganham espaço em operações transbancárias, remessas ao exterior e uso em produtos financeiros programáveis.
A executiva ressalta que a programabilidade pode reduzir custos com intermediários na cadeia financeira, além de mitigar riscos em operações de crédito e potencialmente reduzir o custo do dinheiro. A discussão apontou evolução de nicho para produtos tradicionais.
Pelo lado da Visa, Antonia Souza afirmou que a experiência cripto segue difícil, e as fintechs devem atuar como ponte entre cripto e sistema financeiro tradicional. Stablecoins já aparecem em programas de cartões e podem ganhar espaço em pagamentos internacionais.
Segundo a Visa, bancos podem desenvolver soluções internas para permitir compras de cripto para viagens, com impactos relevantes em pagamentos em tempo real no âmbito internacional B2B. Parte dessas transações pode ocorrer sem percepção do usuário.
No Santander, Isabelle Justino destacou uma adoção cuidadosa e bem regulada. Observa-se interesse de clientes jovens, com perguntas sobre investimentos em cripto, além da possibilidade de conectar ativos digitais a produtos tradicionais, inclusive em crédito.
Justino citou o uso futuro de bitcoin como garantia, o que poderia acelerar crédito ou reduzir custos. A regulação foi apontada como fator essencial para ampliar a participação institucional no mercado de ativos digitais.
A discussão enfatizou que regulamentação pode trazer segurança e robustez, exigindo estruturas de compliance, prevenção a fraudes e controles compatíveis com o mercado tradicional.
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