- A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com queda de 34% devido ao aumento das provisões para perdas com crédito.
- As provisões dobraram em razão das novas regras do Banco Central para a cobertura de risco de inadimplência.
- O BC passou a usar um modelo de perdas esperadas, baseado na análise de risco futuro, para estabelecer as reservas.
- Economista Ricardo Buso afirmou que a Caixa continua forte em crédito, especialmente no segmento imobiliário, e não há sinais de alerta na operação.
- Segundo ele, a mudança regulatória não atinge apenas a Caixa, e o cenário de endividamento elevado das famílias e inadimplência recorde é um indicativo de possíveis impactos futuros no sistema.
A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado caiu 34% ante o mesmo período de 2025, devido ao aumento das provisões para perdas com crédito.
As provisões para calotes quase dobraram no período, refletindo as novas regras do Banco Central para a cobertura de risco de inadimplência. A instituição diz que a mudança não aponta falhas na operação, mas altera o comportamento de mensuração de risco.
Segundo o economista Ricardo Buso, o banco continua robusto, com atuação sólida em crédito, especialmente no imobiliário, onde tem participação de destaque. A diferença está na metodologia do BC para perdas esperadas, não no nível de crédito em função da conjuntura atual.
Buso destaca que a regra afeta o sistema financeiro como um todo, não apenas a Caixa. O cenário de endividamento elevado das famílias e inadimplência em patamar recorde justifica preocupação do BC, ainda que o sistema permaneça resiliente.
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