- Endividamento em São Paulo chegou a 72,9% em abril, o maior nível em três anos.
- 3,28 milhões de lares tinham algum tipo de dívida em aberto.
- O cartão de crédito está presente em 79,6% dos casos de endividamento; a inadimplência chegou a 21% (946 mil lares).
- O tempo médio para regularizar subiu de 60 para 66,6 dias, com a inflação de março pressionando famílias a recorrer ao crédito.
- Renegociações como o Desenrola 2.0 são consideradas paliativas; melhoria estrutural depende da redução de juros e do fortalecimento da renda familiar.
O endividamento das famílias em São Paulo atingiu 72,9% em abril, o maior nível em três anos. No total, 3,28 milhões de domicílios na capital possuem algum tipo de dívida em aberto. Os dados são da FecomercioSP, via a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).
Antes de abril de 2026, o recorde anterior havia sido em setembro de 2025, com 72,7% de endividamento. Em seguida, o índice recuou e voltou a subir ao longo deste ano.
O avanço é atribuído à inflação de março, com destaque para alimentos e combustíveis, pressionados pela guerra no Oriente Médio. Muitas famílias passaram a recorrer ao crédito para cobrir despesas do dia a dia.
O cartão de crédito aparece em 79,6% dos casos de endividamento. A inadimplência atingiu 21% das famílias, equivalendo a 946 mil lares com contas atrasadas. O tempo para quitar dívidas também aumentou.
O tempo médio para regularizar a situação passou de 60 para 66,6 dias. O mercado de trabalho aquecido ameniza parte da deterioração, mas programas de renegociação, como o Desenrola 2.0, funcionam como alívio pontual.
Segundo a FecomercioSP, uma melhora estrutural depende da redução dos juros e do fortalecimento da renda familiar no longo prazo. O estudo recomenda medidas que ampliem o poder de compra e reduzam encargos financeiros.
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