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Executivos avaliam impacto da guerra e do aumento de fertilizantes nos bioinsumos

Guerra e alta do gás elevam custos dos fertilizantes, abrindo espaço para bioinsumos no Brasil, com foco em ampliar conhecimento entre produtores

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  • Executivos do setor discutiram, no São Paulo Innovation Week, o impacto da guerra e da alta do preço do gás natural na adoção de bioinsumos na agricultura.
  • A war no Oriente Médio eleva custos de produção, aumentando a demanda por soluções biológicas que utilizam organismos vivos para controlar pragas e melhorar solo.
  • A CEO da Vitalforce afirmou que, no Brasil, a guerra atual eleva custos para produtores, não trazendo aumento imediato de preços de venda, o que aperta margens.
  • A principal barreira para ampliar o uso de bioinsumos é o conhecimento; agrônomos e produtores ainda operam com uma lógica fortemente chemicalista.
  • Pontos de visão dos painelistas incluíram: bioinsumos não substituem fertilizantes químicos, mas podem reduzir dependência de insumos fóssemos; há oportunidade econômica quando o produtor percebe vantagens.

A guerra no Oriente Médio e o aumento no custo do gás natural, usado na fabricação de fertilizantes, devem impulsionar o mercado de bioinsumos. Executivos do setor destacam esse movimento durante o São Paulo Innovation Week (SPIW). O debate ocorreu na sexta-feira, 15, em São Paulo.

Representantes enfatizaram que o momento favorece o espaço para bioinsumos, produzidos a partir de organismos vivos usados na agricultura. A CEO da Vitalforce, Sheilla Albuquerque, afirmou que conflitos aceleram a adoção de novas tecnologias.

Sheilla explicou que, no Brasil, a guerra ainda não elevou os preços de venda, mas encarece os custos dos produtores. A principal barreira, segundo ela, é o desconhecimento entre agrônomos e produtores, acostumados ao modelo químico tradicional.

Obstáculos e oportunidades para a adoção

Segundo a executiva, a ideia é inverter a lógica de uso: começar pelos biológicos e usar o químico apenas se necessário. Ela ressalta que bioinsumos não substituem totalmente fertilizantes químicos, mas podem reduzir custos e aumentar a produtividade.

Outro participante foi Marcelo de Godoy, CEO da Simbiose. Ele destacou que o cenário de alta de fertilizantes cria oportunidades para o Brasil ampliar ferramentas que diminuam a dependência de insumos químicos.

João Oliveira, diretor da Agrivalle, reforçou a ideia de que as matérias-primas de fertilizantes químicos são finitas. Ele sinalizou a viabilidade de usar compostos recicláveis para manter a produtividade com menos insumos químicos.

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