- O inglês passa a ser requisito de contratação em 2026, presente em 92% das vagas gerenciais avaliadas pelo Guia Salarial 2025 da Robert Half.
- Em áreas como tecnologia, marketing e finanças, o idioma aparece em mais de 70% das oportunidades.
- O Brasil fica atrás da proficiência global, ocupando a 75ª posição no EF English Proficiency Index 2025, com classificação de baixa proficiência.
- A IA é apontada como facilitadora para treinar inglês, mas especialistas destacam que não substitui a autonomia linguística, exigindo prática e contextualização profissional.
- Quatro passos para aumentar a empregabilidade em inglês: mapear uso real, manter consistência de estudo diário, priorizar prática de speaking e usar IA como tutor para treinar diálogos e correções.
O inglês deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para contratação no Brasil em 2026. Dados apontam que 92% das vagas gerenciais exigem o idioma, conforme o Guia Salarial 2025 da Robert Half, mesmo diante de baixa proficiência no país.
Em áreas como tecnologia, marketing e finanças, o inglês aparece em mais de 70% das oportunidades abertas, evidenciando a mudança no mercado de trabalho local.
Para Fabiana Zandroski, da Employer Recursos Humanos, o inglês não é mais apenas constar no currículo. O domínio do idioma virou critério técnico de corte, ligado à capacidade de conduzir reuniões com participantes internacionais e gerenciar sistemas globais.
Segundo a executiva, o trabalho remoto internacional elevou o padrão. O inglês hoje conecta profissionais brasileiros a oportunidades globais, muitas vezes oferecendo maior empregabilidade e segurança jurídica para a empresa do que uma pós-graduação.
O novo diferencial envolve também repertório comportamental. Profissionais precisam aliar conhecimento técnico a adaptabilidade e pensamento crítico para transformar informação em valor.
Brasil frente ao panorama global
Apesar da urgência, o Brasil ocupava, em 2025, a 75ª posição no EF English Proficiency Index, com baixa proficiência entre 123 países. Países em desenvolvimento como Índia e Filipinas utilizam o idioma como alavanca econômica para serviços globais.
Gustavo Silva, professor e especialista em idiomas, aponta entraves do ensino tradicional, que costuma enfatizar memorização gramatical. O mercado exige negociação, escrita objetiva e interação intercultural.
Silva defende entender o inglês como ferramenta de participação social no ambiente de trabalho, onde é preciso tomar decisões, argumentar e lidar com complexidades em outro idioma.
Aceleração pela IA e faixas etárias
Especialistas quebram a ideia de que a idade impede fluência. Profissionais acima dos 30 ou 40 anos podem se tornar empregáveis com vantagens, devido disciplina e experiência prévia. A IA é apontada como grande catalisadora da prática, com simulações de entrevistas e exercícios diários.
No entanto, a prática não substitui autonomia linguística. É necessário treinar o cérebro para evitar depender apenas de traduções automáticas em negociações reais.
Caminhos práticos para 2026
Defina o uso real do inglês, mapeando se é para reuniões, e-mails ou apresentações técnicas. A aprendizagem eficaz começa pela necessidade prática, não apenas pela gramática.
Estudar 15 minutos diários, em vez de longas sessões em cima de um único fim de semana, é mais eficiente. O foco deve ser no speaking, pois a confiança na fala é crucial para a empregabilidade.
Utilize a IA como tutora para corrigir e-mail e simular diálogos, mas priorize desenvolver a própria argumentação em inglês.
Sobre a Employer Recursos Humanos
A Employer é referência em soluções de RH no Brasil, com foco em tecnologias para gestão de pessoas e pagamentos. Com mais de 40 filiais, a empresa atende grandes companhias nacionais e internacionais buscando simplificar rotinas de RH.
Entre na conversa da comunidade