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Mercados emergentes devem liderar nova onda de inovação com IA, dizem executivos

IA em mercados emergentes deve ampliar acesso a serviços e transformar modelos de negócios, com impacto em fintechs, jurídico e logística no SPIW

Mercado emergente vai liderar nova onda de inovação com IA, dizem executivos
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  • Painel no São Paulo Innovation Week discutiu como IA pode ampliar o acesso a serviços e transformar modelos de negócios em mercados emergentes, especialmente em setores com baixa digitalização.
  • Participaram Gabriela Sant’Anna, Patrick Arippol, Daniel Chalfon e Philippe Schlumpf, que apontaram que limitações históricas nesses países podem acelerar inovações baseadas em IA, fintechs e serviços.
  • Patrick Arippol destacou oportunidades ignoradas por países desenvolvidos, especialmente para a população sem acesso a serviços financeiros e outros serviços básicos.
  • O debate indicou que, embora haja continuidade do interesse em fintechs na América Latina, a IA deve expandir para áreas como bancário, jurídico, cibersegurança, agronegócio e logística.
  • Daniel Chalfon afirmou que a IA inaugura uma nova fase da transformação digital ao transformar serviços em software, ressaltando que o mercado de serviços é maior que o de software e destacando riscos de alucinações em grandes modelos de linguagem.

A inteligência artificial deve ampliar o acesso a serviços e transformar modelos de negócios em mercados emergentes, segundo executivos do painel “AI em mercados emergentes: onde estão as oportunidades” no São Paulo Innovation Week, nesta sexta-feira, 15. O debate ocorreu na capital paulista, reunindo especialistas para discutir como a IA pode acelerar inovação, fintechs e serviços.

Participaram Gabriela Sant’Anna, head de startups e investor relations do Cubo Itaú, Patrick Arippol, founder e managing partner da Alexia Ventures, Daniel Chalfon, general partner da Astella, e Philippe Schlumpf, head do Itaú Ventures. A ideia é que limitações históricas potencializem soluções baseadas em IA.

A turma destacou que problemas estruturais de países em desenvolvimento criam terreno fértil para startups que reduzem custos com IA, especialmente em serviços financeiros de cauda longa. A conversa apontou ainda que a IA pode aumentar a eficiência em áreas como jurídico, cibersegurança, agronegócio e logística.

Ao comentar a participação de fintechs, Philippe Schlumpf citou que cerca de 60% dos aportes na América Latina vão para esse setor, com perspectiva de expansão para outras áreas. Ele também ressaltou a alta demanda por dados na indústria bancária e o potencial da IA para potencializar operações.

Daniel Chalfon avaliou que a IA inaugura uma nova fase da transformação digital ao transformar serviços em software, lembrando que o mercado de serviços é maior que o de software e ainda funciona com estruturas antigas. Ele destacou a importância de adaptação no ecossistema.

Outro ponto foi a IA generativa, que tende a transformar negócios centrados em texto, mesmo com riscos de alucinações em aplicações críticas como saúde e dados numéricos, conforme observação de Chalfon. O debate também tratou de como a IA influencia avaliações de startups por fundos.

Os executivos viram que a presença de IA já é relativa comum em produtos avaliados por investidores. Segundo Schlumpf, quase todas as empresas analisadas hoje exibem IA em seus produtos, o que mudou o critério de seleção.

No fim, discutiu-se o perfil de founders para esse ciclo tecnológico, destacando adaptação e honestidade intelectual como traços-chave, além de ambição e capacidade de atrair talento. A necessidade de entender ciclos de decisão em grandes empresas foi apontada como desafio.

Desafios para negociações com grandes corporações

Philippe Schlumpf apontou ciclos longos de decisão, especialmente em setores regulados como o financeiro. Daniel Chalfon ressaltou que o ciclo de vendas no Brasil costuma ser mais lento, sugerindo foco em resolver problemas urgentes para acelerar a adoção.

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