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Mulheres perdem espaço em conselhos de empresas dos EUA após pico há um ano

Mulheres ocupam 29,9% dos assentos em conselhos de empresas públicas dos EUA no primeiro trimestre, queda frente ao pico de 30,4% de um ano atrás

Representação nos conselhos por setor
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  • A participação de mulheres nos conselhos de empresas públicas de médio e grande porte dos EUA ficou em 29,9% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 30,4% registrado há um ano.
  • No índice Russell 3000, mulheres ocuparam 29,9% dos assentos nos três primeiros meses do ano, com ganho líquido de 55 assentos (138 ganhos e 83 perdas).
  • O estudo conjunto da 50/50 Women on Boards e Equilar aponta ganho líquido de 186 assentos para homens no mesmo período, compensando parcialmente o recuo feminino.
  • A participação de diretores não brancos caiu de 18,8% para 18,6%; mulheres de cor representavam 7,3% e homens de cor 11,2% dos cargos, com dados de 41% dos diretores informantes de raça/etnia.
  • Entre as 2.843 empresas analisadas, 80 não tinham nenhuma mulher no conselho, 13% tinham apenas uma, e cerca de 45% possuíam três ou mais mulheres.

A participação de mulheres nos conselhos de administração de grandes empresas públicas dos EUA caiu para 29,9% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 30,4% registrado há um ano. O estudo envolve empresas do Russell 3000 e aponta um recuo pela primeira vez desde 2024.

Entre janeiro e março, as mulheres ocuparam 29,9% dos assentos, com ganho líquido de 55 posições (138 abertas e 83 preenchidas). Dados da 50/50 Women on Boards, em parceria com a Equilar, trazem números que complementam a leitura do período.

O recuo ocorre em meio a pressões sobre programas de DEI e ao esforço de críticos para encerrar políticas de apoio a grupos sub-representados. Reguladores estaduais e investidores também influenciam a participação feminina nos conselhos.

Participação por raça e etnia

A presença de diretores não brancos caiu ligeiramente, de 18,8% para 18,6%. Mulheres de cor representam 7,3% dos assentos, homens de cor 11,2%, com dados baseados em 41% dos diretores que reportaram raça e etnia.

A plataforma de dados aponta que, entre as 2.843 empresas analisadas, 80 não tinham nenhuma mulher em seus conselhos, e cerca de 13% tinham apenas uma representante. Aproximadamente 45% contavam com três ou mais mulheres no corpo deliberativo.

Contexto e desdobramentos

O conjunto de mudanças ocorre num cenário de reformas legais e de estratégias de governança corporativa que influenciam a composição dos conselhos. Antigas tendências de incremento de diversidade, impulsionadas pelo movimento #MeToo, passam por novos ajustes no ambiente regulatório e institucional.

Segundo a Bloomberg Línea, o resultado do primeiro trimestre reforça a ideia de que ganhos anteriores podem não se sustentar sem continuidade de políticas pro-diversidade. A reportagem cita o estudo programado para divulgação na próxima terça-feira pela 50/50 Women on Boards.

A leitura geral indica que a presença feminina no topo das empresas permanece sensível a pressões externas e a decisões judiciais, refletindo o ambiente político e regulatório atual. A matéria é baseada em dados do Bloomberg Línea, da 50/50 Women on Boards e da Equilar.

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