- A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, com dados de 2024, mostrou que pagamentos por aproximação chegaram a 47% das transações com cartão de crédito, frente a 36% de inserção física.
- No cartão de débito, o uso do contactless subiu de 40% em 2023 para 47% em 2024; para transações em débito, foi de 33% para 45%.
- Em 2025, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs) registrou aumento de 31% nas transações por essa modalidade, totalizando 1,9 trilhão de reais, respondendo por 73,6% do total de compras.
- O pagamento por aproximação funciona a cerca de 10 centímetros, usando a tecnologia de Comunicação por Campo de Proximidade (NFC); os dados são tokens, não números reais do cartão.
- A NFC surgiu no começo dos anos dois mil com Nokia, Sony e Philips, e hoje também é usada em segurança residencial e identificação de pessoas em empresas.
A adoção de pagamentos por aproximação (contactless) ganhou impulso no Brasil, com a NFC impulsionando transações sem inserção física do cartão. Dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte, mostram que, em 2024, o pagamento por aproximação ultrapassou o uso do cartão com inserção nas operações de crédito pela primeira vez. A taxa ficou em 47% contra 36%.
O crescimento acompanha mudanças no comportamento do consumidor e na oferta de serviços. Na prática, o uso de pagamentos por aproximação também aumentou no débito: 47% em 2024, ante 40% em 2023. A Abecs aponta alta de 31% em 2025 em relação ao ano anterior, totalizando cerca de R$ 1,9 trilhão em transações.
Segundo a Abecs, o total de compras no período representou 73,6% do volume total, um patamar consideravelmente superior aos 5,4% registrados em dezembro de 2020. O avanço é sustentado pela tecnologia NFC, que permite que cartão, smartphone ou wearable se comuniquem com a maquininha a curto alcance.
Como funciona a NFC
A técnica opera a cerca de 10 cm de distância, com dois agentes: iniciador e alvo. O terminal envia um pulso que ativa o dispositivo passivo, como cartão ou dispositivo móvel, gerando códigos temporários para cada transação. Esses tokens não revelam números reais do cartão.
O professor Rodolfo Ipolito Meneguette, da USP, explicou que a NFC nasceu entre 2002 e 2004 a partir de melhorias na RFID. A tecnologia ganhou impulso com o interesse de grandes empresas ao longo da última década e hoje também se aplica a segurança doméstica e à identificação corporativa.
Perspectivas e cuidados
A prática facilita a carteira digital, reduzindo a necessidade de documentos físicos. No entanto, especialistas ressaltam atenção ao uso em ambientes com sinais sem barreiras adequadas, para evitar acionamento indevido. Autenticação biométrica e bloqueios de tela ajudam a mitigar riscos.
A NFC, conforme explicou Meneguette, evolui junto com a digitalização dos pagamentos e a redução do uso de dinheiro em espécie. Ao combinar criptografia e conveniência, a tendência é de continuidade no aumento de transações por aproximação no varejo e serviços financeiros.
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