- Renault Kwid E-Tech deixa o Brasil, abrindo espaço para o Geely EX2, dentro da estratégia conjunta com Geely.
- Renault confirmou a descontinuação por dificuldade em obter volumes suficientes para manter a comercialização no país.
- Em 2026, o Kwid E-Tech registrou apenas 217 emplacamentos no Brasil.
- O Kwid E-Tech deixava de ser o subcompacto elétrico mais barato; Dolphin Mini da BYD passa a ter o preço de tabela divulgado.
- A joint venture Renault-Geely envolve investimentos de R$ 3,8 bilhões em fábrica no Paraná, fortalecendo a produção dos dois fabricantes.
O Renault Kwid E-Tech deixará de ser vendido no Brasil, abrindo espaço para o Geely EX2 na estratégia conjunta entre Renault e Geely. O modelo elétrico chegou ao país em 2022, como o mais barato da sua categoria, mas não conseguiu decolar nas vendas. A fabricante confirmou que não importará mais unidades, e o Kwid E-Tech não aparece no configurador no site da marca. O Megane E-Tech passa a ser o único elétrico da Renault no Brasil.
Dados de emplacamentos mostram o baixo desempenho do Kwid E-Tech. Em 2026, foram apenas 217 unidades vendidas, conforme a consultoria K.Lume. Em comparação, o BYD Dolphin Mini somou 21.647 emplacamentos, enquanto o Geely EX2 registrou 6.076 unidades no período.
Preço e posicionamento no mercado
Com a saída do Kwid E-Tech, o subcompacto elétrico que era vendido a R$ 99.990 perde a liderança de preço. O Dolphin Mini passa a ocupar o posto de entrada, com preço de tabela de R$ 119.990, e o Geely EX2 sai por R$ 123.990.
Contexto da joint venture entre Renault e Geely
A retirada do Kwid E-Tech coincide com a criação de uma joint venture entre as duas marcas. O projeto prevê investimentos de R$ 3,8 bilhões em uma fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná, para produzir veículos das duas fabricantes. Nesse cenário, o EX2 tem ganhado participação no segmento de subcompactos elétricos, substituindo o Kwid E-Tech no portfólio.
Sobre o Kwid E-Tech
O subcompacto traz motor elétrico de 65 cv de potência e torque de 11,5 kgfm, com aceleração de 0 a 100 km/h em 14,6 segundos e velocidade máxima de 130 km/h. A bateria de 26,8 kWh oferece autonomia de 180 km, segundo o Inmetro. A reestilização recente introduziu tecnologias como frenagem de emergência, sensor de fadiga e reconhecimento de placas, além de central multimídia de 10 polegadas.
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