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SoftBank aposta que Brasil pode liderar próxima geração de produtividade digital

SoftBank eleva o Brasil a plataforma global de aplicações de inteligência artificial, automação e serviços digitais, priorizando produtividade e eficiência

Foto: Gerada por IA
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  • SoftBank vê a América Latina, especialmente o Brasil, como plataforma global para serviços digitais, automação e aplicações de inteligência artificial voltadas à economia real, com US$ 8 bilhões investidos na região desde 2019 e mais de 67 empresas no portfólio.
  • A empresa aponta que o capital global passou a priorizar produtividade, eficiência e capacidade de execução, não apenas crescimento.
  • O Brasil é destacado por ter ecossistema financeiro digital avançado, capacidade de adaptação tecnológica, grande escala de mercado e integração tecnológica em varejo, logística, serviços e infraestrutura.
  • Embora o Brasil não lidere modelos globais de IA, pode ganhar com aplicações práticas de IA, automação e dados, enquanto Estados Unidos e parte da Ásia continuam na dianteira da infraestrutura pesada.
  • Durante a Brazilian Week em Nova York, o SoftBank reforçou a necessidade de uma política mais clara para atrair capital e ampliar infraestrutura digital, sinalizando que há tempo, mas não muito.

O SoftBank amplia a visão sobre a América Latina, especialmente o Brasil, como plataforma estratégica para serviços digitais, automação e aplicações de IA voltadas à economia real. A mudança reflete a nova lógica de investimento, mais guiada por produtividade do que por crescimento acelerado.

Segundo o grupo, o foco mudou para eficiência operacional, capacidade de execução e projetos práticos de tecnologia. O CEO para a região, Alex Szapiro, destaca que a região reúne empreendedorismo, modelos de negócio escaláveis e adaptação tecnológica.

A transformação do capital global acompanha a migração do foco de liquidez para produção de valor. Investidores passam a priorizar ganhos concretos de eficiência e geração de caixa, além de sustentabilidade dos negócios.

Brasil ganha destaque

O Brasil ganhou relevância por ter ecossistema financeiro digital avançado, grande capacidade de adaptação tecnológica e ambiente favorável à adoção de soluções digitais, com escala de mercado.

Szapiro ressalta que o Brasil possui um dos mercados de capitais mais desenvolvidos e que juros elevados estimulam criatividade financeira. O país se destaca pela digitalização do sistema financeiro e pela atuação de fintechs.

A adoção de pagamentos digitais, a integração tecnológica em varejo, logística, serviços e infraestrutura aparecem como diferenciais competitivos. A tecnologia passa a ser ferramenta de produtividade, não apenas de crescimento.

Aplicações de IA, automação, processamento de dados e infraestrutura digital tendem a influenciar eficiência, experiência do consumidor e competitividade empresarial, segundo o executivo.

> O Brasil pode ter vantagem na camada de aplicações de IA, mesmo sem liderar a infraestrutura pesada, que exige investimentos em chips, energia e data centers, aponta Szapiro.

Ele cita áreas já desenvolvidas no país, como logística, sistemas tributários e meios de pagamento, além da experiência com o Pix como exemplo de escala e inovação.

SoftBank na Brazilian Week

A visão do SoftBank está alinhada à ideia de que empresas que integram IA, automação e dados aos modelos de negócio terão vantagem nos próximos anos. Investimentos globais passaram a priorizar IA, infraestrutura computacional e transformação digital.

Essa tese ganhou espaço durante a Brazilian Week, em Nova York, em debates sobre tecnologia, capital global e produtividade. O debate reforçou a percepção de que a América Latina pode se tornar uma plataforma relevante de inovação aplicada no longo prazo.

Entre os desafios, Eduardo Vieira, sócio do SoftBank, aponta a necessidade de política pública mais clara para atrair capital, facilitar infraestrutura digital e viabilizar projetos da nova economia. O Brasil tem vantagens, mas precisa acelerar a conectividade e o ambiente de investimentos.

Diante do cenário, o grupo aponta que produtividade, eficiência operacional e capacidade de execução são os principais critérios de competitividade para atrair capital no atual ciclo global, mais seletivo que o anterior.

Este conteúdo integra a cobertura especial da BM&C News durante a Brazilian Week 2026, em Nova York, com foco no papel do Brasil no novo ciclo de capital global.

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