- Vendas do comércio varejista de São Paulo caíram 7,5% em fevereiro na comparação com fevereiro do ano anterior, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da FecomercioSP em parceria com a Sefaz/SP.
- O faturamento real ficou em R$ 110,1 bilhões, sendo R$ 8,9 bilhões menor que no mesmo período de 2025.
- O recuo também foi influenciado pelo calendário, já que o carnaval ocorreu em fevereiro neste ano, mas em março no ano passado.
- No acumulado do primeiro bimestre houve queda de 5,4% (faturamento menor em R$ 13,1 bilhões versus o mesmo período de 2025); em 12 meses o varejo ainda registra alta de 1,8%.
- Entre os setores, destacam-se retrações em eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-23,2%), móveis e decoração (-13,9%), materiais de construção (-13,1%), autopeças (-9,9%) e concessionárias de veículos (-5,7%); farmácias e perfumarias ficaram estáveis.
O comércio varejista de São Paulo registrou queda de 7,5% em fevereiro ante o mesmo mês de 2024. Os dados são da PCCV, feita pela FecomercioSP em parceria com a Sefaz/SP. A leitura aponta um dos piores desempenhos para o mês na série histórica.
O faturamento real ficou em R$ 110,1 bilhões, uma queda de R$ 8,9 bilhões. A desaceleração do consumo foi atribuída a juros elevados e ao aperto no crédito para bens duráveis, que costumam depender de financiamento.
O impacto também foi potencializado pelo efeito calendário: o carnaval ocorreu em fevereiro neste ano, reduzindo dias úteis em comparação a 2024.
Primeiro bimestre e panorama
A variação acumulada no 1º bimestre foi de -5,4%, com faturamento total menor em R$ 13,1 bilhões frente ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, o varejo ainda registra crescimento de 1,8%.
O deterioro se concentra nos últimos meses, indicando uma desaceleração mais recente no consumo. O recuo é disseminado, não se restringe a um único segmento.
Desempenho por segmento
Oito atividades apresentaram queda: eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-23,2%); móveis e decoração (-13,9%); materiais de construção (-13,1%); outras atividades (-12,4%); autopeças (-9,9%); concessionárias de veículos (-5,7%); supermercados (-3,5%); roupas, tecidos e calçados (-3,4%).
Farmácias e perfumarias permaneceram estáveis, mantendo o faturamento em relação a fevereiro de 2024. Esse desempenho mais estável ocorre em produtos de consumo básico.
Causas e perspectivas
A FecomercioSP destaca que as maiores quedas ocorreram em segmentos com dependência de crédito e sensíveis ao custo do dinheiro. Em contrapartida, setores ligados ao consumo essencial mostraram maior resiliência.
Segundo técnicos da entidade, o ajuste orçamentário das famílias vem ocorrendo via substituição de produtos e escolhas mais econômicas, sem abrir mão de necessidades básicas.
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