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China e EUA reduzem tarifas sobre produtos relevantes após encontro Trump-Xi

China e EUA avançam em acordo preliminar para reduzir tarifas sobre produtos relevantes, com criação de conselhos de comércio e investimentos e facilitação do setor agrícola

O presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do ditador da China, Xi Jinping, durante encontro em Pequim na semana passada. (Foto: Ministério das Relações Exteriores da China/EFE)
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  • China e Estados Unidos concordaram em reduzir tarifas sobre “produtos relevantes” como parte de um acordo preliminar para ampliar o comércio bilateral, mas itens e prazo não foram divulgados.
  • O acordo prevê a criação de um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos para tratar de disputas tarifárias, investimentos e outras questões econômicas.
  • Medidas agrícolas também estão incluídas, com objetivo de remover barreiras e facilitar o acesso de produtos agrícolas aos mercados dos dois países.
  • Pequim pediu que Washington trate restrições a produtos lácteos e aquáticos chineses e reconheça Shandong como zona livre de gripe aviária; a China também busca avanços nas exportações de carne bovina e carne de frango para o mercado americano.
  • Houve confirmações de acertos envolvendo aeronaves e motores: Trump mencionou que a China compraria 200 aeronaves da Boeing e motores da General Electric, mas números oficiais não foram divulgados; o acordo também mantém tarifas altas existentes.
  • O presidente Donald Trump convidou Xi Jinping para uma visita oficial aos Estados Unidos ainda neste ano, e o convite foi aceito pelas autoridades chinesas.

O regime chinês anunciou neste sábado 16 que concordou em reduzir tarifas sobre “produtos relevantes” em parceria com os Estados Unidos, dentro de um acordo preliminar para ampliar o comércio bilateral. O anúncio ocorreu após o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, com pautas de comércio, guerras e Taiwan em debate.

O Ministério do Comércio da China disse que não informou quais itens entram na redução nem o cronograma de implementação. Segundo o Global Times, Pequim e Washington também devem criar um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos para tratar de disputas tarifárias, investimentos e outras questões econômicas.

Um pacote de medidas para o setor agrícola também faz parte do acordo preliminar. A China afirma que haverá remoção de barreiras e maior acesso de produtos agrícolas aos mercados dos dois países. A China pediu que os EUA atuem para resolver restrições a laticínios e frutos do mar, além de reconhecer Shandong como zona livre de gripe aviária.

A China também disse que avançará em demandas americanas envolvendo exportações de carne bovina e de frango para o mercado chinês. Segundo a Anadolu, foram confirmados entendimentos para compra de aeronaves americanas, bem como fornecimento de motores e componentes aeronáuticos. Trump mencionou a possibilidade de aquisição de aeronaves e motores, sem números oficiais divulgados pela China.

Para referência, a CNBC informou que as tarifas entre os dois países continuam elevadas após o preço elevado de anos de guerra comercial. As tarifas médias dos EUA sobre produtos chineses chegam a 47,5%, e as chinesas sobre bens americanos somam 31,9%. O Ministério do Comércio destacou que os detalhes ainda estão sendo discutidos e que as conversas seguem para finalizar os entendimentos anunciados.

Durante a visita, Trump convidou Xi para uma visita oficial aos EUA ainda neste ano. Autoridades chinesas disseram que o convite foi aceito e que a viagem deve ocorrer até o fim do ano.

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