- O conflito no Oriente Médio já completa quase três meses, e os estoques de petróleo nos países consumidores seguem em queda, com risco de novas altas de preços e restrições ao consumo.
- Na Agrishow, grandes produtores de tratores apresentaram equipamentos movidos a etanol, em substituição ao diesel.
- Equipamentos já existentes devem ficar mais eficientes energeticamente, como os aviões da Embraer que economizam pelo menos 25% de combustível em relação aos modelos mais antigos.
- Fora dos Estados Unidos, a eletrificação da frota deve ganhar ritmo, impulsionada por empresas chinesas; no Brasil, há rápido avanço de importações e produção doméstica com boa aceitação do público.
- Tecnologias associadas ao biocombustível avançam: Bosch testa sistema dual flex em motores a diesel; Wärtsilä avalia uso de até 100% etanol em equipamentos estacionários; Maersk já testou várias combinações com 100% biocombustível.
O etanol deve ganhar espaço no setor de diesel, acelerando a descarbonização e reduzindo a dependência energética. A tendência vem ganhando força conforme avanços em biocombustíveis aparecem em eventos do setor e em testes de tecnologia.
Tratores de grande porte, anunciando novidades na Agrishow, deverão operar com etanol em 2027, sinalizando mudança de matriz no campo. Empresas do setor já exploram soluções que substituem parte do diesel por biocombustível renovável.
O esforço tecnológico envolve motores já existentes, com injeção de etanol sem modificar a base dos propulsores. O objetivo é alcançar faixas de 35% a 60% de etanol em combustões atuais, reduzindo emissões relativas.
Além disso, fabricantes estudam aplicações de biocombustíveis em equipamentos estacionários, com testes de etanol puro. Em portos e transporte marítimo, experimentos com combinações de etanol e combustíveis de bunker também já ocorrem.
A Bosch trabalha no sistema dual flex, que incorpora etanol à injeção já instalada, sem mudanças estruturais no motor. A previsão é ampliar o uso gradual do etanol em motorização diesel conforme os ensaios avançam.
Outras empresas acompanham o ritmo, com a Wärtsilä conduzindo testes de etanol em 100% para equipamentos estacionários. A Maersk também já avaliou diversas formulações, incluindo biocombustíveis integrais em cenários reais.
No cenário global, a eletrificação avança com apoio de baterias, energia solar e eólica, mas o etanol surge como complemento viável para reduzir dependência energética. O movimento sinaliza maior diversificação de fontes no transporte.
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