- Em 1 de maio de 1926, a Ford implementou a semana de 40 horas distribuídas em cinco dias para mais de 55 mil funcionários.
- O padrão da época era de 48 horas semanais, com oito horas diárias, conforme a Organização Internacional do Trabalho de 1919.
- Henry Ford disse que o país estava pronto para a semana de cinco dias e defendeu que o lazer dos trabalhadores não era privilégio de classe.
- A produtividade da Ford cresceu com as linhas de montagem: de 12 horas para montar um Ford-T, passou a 93 minutos; em 1914, a empresa dobrou o piso salarial para cinco dólares por dia.
- No Brasil, a jornada máxima é de 44 horas semanais; projetos no Congresso buscam reduzir para 40 horas com dois dias de descanso, ainda sem aprovação.
A escala 5×2 completa 100 anos nos EUA, fruto de Henry Ford. Em 1º de maio de 1926, a Ford passou a adotar a semana de trabalho de 40 horas, distribuídas em cinco dias, para mais de 55 mil funcionários. A medida acompanhou avanços de produtividade na indústria.
Ford, fundador da Ford Motor Company em 1903, é conhecido pelo modelo Ford-T e pela introdução de linhas de montagem. A iniciativa de 1926 consolidou uma prática que se tornaria padrão mundial e criou o conceito de fim de semana remunerado.
O anúncio do 5×2 ocorreu em meio a uma станов influente de produção em massa. Ford afirmou que o país estava pronto para a semana de cinco dias, defendendo que o lazer não era privilégio, mas parte da produtividade. A declaração sinalizou mudança estrutural.
A origem do marco
Antes, a norma internacional era de 48 horas semanais. A Organização Internacional do Trabalho já defendia 8 horas diárias desde 1919. A mudança de Ford veio poucos anos após a liderança de Edsel Ford, que comandava a empresa desde 1918.
A jornada de 40 horas só se tornou lei nos EUA com a Lei de Normas Justas de Trabalho, em 1938, e, em 1940, foi consolidada em 40 horas semanais por emenda. A partir de então, a regra permaneceu vigente nos empregos americanos.
Impacto e legado
Em 1914, Ford dobrou o salário para 5 dólares por dia, medida que acompanhou ganhos de produtividade. A produção em massa, impulsionada pela linha de montagem, reduzira de 12 horas para 93 minutos o tempo de montagem de um Ford-T, segundo registros históricos.
A história educativa sobre Ford está registrada no The Henry Ford Museum, em Dearborn, Michigan. A narrativa ressalta como o emprego de tecnologia avançada, padrões de eficiência e organização de tarefas moldaram a indústria global.
No Brasil, a legislação atual estabelece 44 horas semanais, com descanso semanal. Propostas de redução vêm tramitando no Congresso, com previsão de 40 horas e veto ao 6×1, dependendo de votação e aprovação.
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