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Honda registra prejuízo de US$ 2,7 bilhões

Honda registra prejuízo anual pela primeira vez desde a abertura de capital; custos de reestruturação de veículos elétricos somam US$ 9 bilhões, com queda de demanda

Imagem: Kazuhiro Nogi/AFP
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  • Honda registrou prejuízo de US$ 2,7 bilhões no ano fiscal, o primeiro desde a abertura de capital em 1957, com custos de reestruturação ligados a carros elétricos de US$ 9 bilhões.
  • A demanda por veículos elétricos caiu e mudanças nas políticas industriais dos Estados Unidos levaram a empresa a abandonar a meta de que EVs representem 20% dos lucros até 2030 e a revisar o plano de eletrificação para 2040.
  • A companhia estima que as perdas acumuladas relacionadas à operação de elétricos cheguem a US$ 16 bilhões.
  • As dificuldades também foram atribuídas a políticas do governo dos EUA, sob Donald Trump, que reduziram incentivos a veículos elétricos e alterações regulatórias; analistas veem pressão sobre montadoras que apostaram na eletrificação.
  • Mesmo com o resultado, as vendas de motocicletas cresceram, contribuindo para receita de US$ 138 bilhões, e a Honda projeta lucro de US$ 1,7 bilhão até março de 2027, mantendo investimentos em baterias e buscando neutralidade de carbono, além de continuar com híbridos e veículos movidos a gasolina.

A Honda registrou seu primeiro prejuízo anual desde que abriu capital, em 1957, segundo a Fox Business. O resultado aponta perdas de US$ 2,7 bilhões no último ano fiscal e custos de reestruturação ligados à operação de veículos elétricos estimados em US$ 9 bilhões. O período analisado terminou em março.

A receita consolidada atingiu cerca de US$ 138 bilhões, impulsionada pela venda de motocicletas, que somou aproximadamente 20 milhões de unidades no período. A companhia vendeu 3,4 milhões de carros globalmente, frente a 3,7 milhões no ano anterior, mantendo a liderança em motocicletas em mercados como a Índia.

O CEO Toshihiro Mibe informou que a empresa revisará suas metas de EV, abandonando a previsão de que veículos elétricos representariam 20% dos lucros até 2030. A Honda já havia estabelecido o objetivo de migrar para EVs ou células de combustível até 2040. As perdas acumuladas associadas aos EVs são previstas em US$ 16 bilhões.

Aposta em elétricos perdeu força

A Honda atribui o recuo da demanda por EVs a mudanças nas políticas industriais dos Estados Unidos e a fatores econômicos gerais, que impactaram o setor desde o ano fiscal anterior. O governo norte-americano tem ajustado incentivos e regras ambientais, influenciando decisões de investimento de montadoras.

A empresa também aponta que a desaceleração ocorreu em meio a uma queda nas regulações ambientais nos EUA, que alteraram o ambiente competitivo para automóveis elétricos e híbridos. Analistas mencionam que isso aumentou a pressão sobre montadoras com planos agressivos de eletrificação.

Desempenho por segmento e expectativas

Apesar do desempenho ruim, as motocicletas tiveram desempenho positivo, contribuindo para mitigar parte das perdas. O segmento registrou crescimento de vendas e ajudou a manter a receita estável em níveis elevados, ainda que o mercado global de automóveis tenha apresentado queda.

Mesmo com o prejuízo, a Honda projeta lucro de US$ 1,7 bilhão para o ano fiscal encerrado em março de 2027. A empresa deve manter investimentos em pesquisa e desenvolvimento, com foco em baterias e outras tecnologias para veículos.

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