- A OpenAI adquiriu a startup Weights.gg, especializada em ferramentas de inteligência artificial capazes de clonar vozes humanas, segundo o The New York Times.
- A compra incluiu equipe e propriedade intelectual da Weights.gg; os valores da negociação não foram divulgados.
- A Weights.gg já havia anunciado o encerramento formal de seus serviços em março deste ano.
- A plataforma Replay permitia gerar vozes artificiais realistas, incluindo clones de celebridades como Taylor Swift, Kanye West e integrantes do Blackpink.
- A aquisição ocorre mesmo a OpenAI tendo expressado publicamente preocupação com os riscos da clonagem de voz, destacando debates sobre segurança digital e uso indevido de imagens e identidades.
A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, comprou a startup Weights.gg, especializada em ferramentas de IA capazes de clonar vozes humanas. A operação inclui a equipe da companhia e sua propriedade intelectual, segundo pessoas familiares com o acordo. Os valores não foram tornados públicos. A Weights.gg já havia anunciado o encerramento dos serviços em março.
A compra não havia sido divulgada publicamente antes de vir a público pela imprensa. A informação é destacada pelo The New York Times, com confirmação de que a aquisição ocorreu sem anúncio oficial anterior. A Weights.gg operava como uma rede social para criação e compartilhamento de algoritmos de IA.
A plataforma Replay permitia gerar vozes artificiais realistas, incluindo clones de celebridades. Entre os modelos mais populares estavam vozes da cantora Taylor Swift, do rapper Kanye West e de integrantes do Blackpink. Um exemplo mostrado no YouTube replicou a voz do ator Samuel L. Jackson.
A OpenAI já manifestou preocupações públicas sobre os riscos da clonagem de voz por IA. Dois anos atrás, a empresa indicou ter desenvolvido tecnologia de replicação vocal, mas decidiu não liberar amplamente por cautela. A aquisição reforça o investimento da empresa nesse tipo de tecnologia.
O avanço das ferramentas de clonagem de voz tem alimentado debates sobre segurança digital, golpes virtuais, desinformação e uso indevido de imagens e identidades de artistas. Nos últimos meses, cresce a pressão de grandes plataformas para conter abusos e fornecer mecanismos de proteção.
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