- Na 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo, foram avaliados mais de dois mil queijos de trinta países por trezentos jurados; o queijo Reserva do Vale, da Queijos Possamai, em Pouso Redondo, Santa Catarina, levou o grande prêmio.
- Santa Catarina teve quarenta e nove destaques no evento, enquanto o Paraná registrou quarenta e cinco, evidenciando a força da região no setor.
- Quatro queijos do Paraná receberam o selo “Super Ouro” na premiação: Maturado Abaporu (Queijaria Flor da Terra, Toledo), Witmarsum tipo gouda (Cooperativa Witmarsum, Palmeira) e dois da Queijaria Deleite (Frescal Deleite e Vale do Heimtal).
- A Queijos Possamai conquistou medalhas com outros nove produtos além do Reserva do Vale, incluindo ouro, prata e bronze em diferentes categorias.
- A certificação Sisbi-POA, coordenada pelo Ministério da Agricultura, facilitou a ampliação da distribuição e o acesso a mercados externos, fortalecendo a qualidade e a rastreabilidade dos queijos catarinenses.
A 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil ocorreu em abril, em São Paulo, reunindo produtores de queijos de 30 países. Foram avaliados mais de 2 mil queijos por 300 jurados, com o Sul do Brasil recebendo destaque expressivo.
Queijos do Paraná e de Santa Catarina dominaram os pódios, apresentando técnicas regionais e uma diversidade de estilos. Santa Catarina registrou 39 destaques e o Paraná 45, segundo a organização do evento.
Destaques catarinenses e o prêmio máximo
O queijo Reserva do Vale, produzido pela Queijos Possamai em Pouso Redondo (SC), foi eleito o melhor queijo do mundo. Esta é a segunda vez consecutiva que Santa Catarina ocupa o topo da competição. Em 2023, o prêmio principal ficou com Morro Azul, de Pomerode (SC).
Marlon Possamai, proprietário, explica que o Reserva do Vale é um queijo autoral de massa semicozida, maturado cerca de 12 meses para expressar o terroir da fazenda. A matéria-prima vem integralmente da produção da propriedade.
Além do premiado, a família Possamai levou medalhas com outros nove queijos, incluindo ouro para prato, coalho, queijo do bispo, gouda, da nona e colonial fresco; prata para morbier; bronze para minas meia cura e nono Ambrósio. A certificação Sisbi-POA ampliou as possibilidades comerciais e ajudou no planejamento de distribuição.
Território e tradição moldam o desempenho
A presidente Débora Pereira destacou que o clima frio e úmido do Sul favorece curas mais controladas, com menos defeitos e sabores mais definidos. No Paraná, os Campos Gerais são apontados como excelente terroir para queijos.
Andressa Dalila Bianchi, presidente da Artequeijo SC, reforça que o ambiente de altitude, a diversidade de terroirs e a herança europeia fortalecem a produção artesanal. A diversidade regional permite diferentes estilos, mantendo o padrão de qualidade.
Paraná brilha com quatro Super Ouro
Quatro queijos do Paraná receberam o selo Super Ouro, o nível máximo da premiação. Entre eles estão o Maturado Abaporu da Queijaria Flor da Terra (Toledo), o Witmarsum tipo gouda da Cooperativa Witmarsum (Palmeira) e dois produtos da Queijaria Deleite, em Londrina: Frescal Deleite e Vale do Heimtal.
A Queijaria Flor da Terra descreve o Abaporu como uma releitura contemporânea de técnicas tradicionais, com maturação que utiliza madeiras aromáticas. O Gouda da Witmarsum é descrito como um queijo curado de sabor intenso, com notas de nozes.
Contexto regional da produção de alto valor
O Paraná ocupa a segunda posição no ranking nacional de produção de leite, atrás de Minas Gerais, somando mais de 4,4 bilhões de litros anuais. O Valor Bruto de Produção no setor chega a R$ 12,1 bilhões, destacando a relevância econômica da cadeia.
O Biopark, em parceria com o IDR, atua para apoiar famílias rurais na produção de queijos de alto valor agregado, com planos de expandir a atuação. Kennidy de Bortoli, pesquisador, destaca a importância de qualidade, rastreabilidade e identidade regional para competir internacionalmente. Fonte: organização local do concurso e entidades estaduais.
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