- O carry trade de mercados emergentes se recupera, com o petróleo em alta fortalecendo a expectativa de juros elevados.
- A partir disso, as moedas de exportadores de commodities devem se manter valorizadas.
- Um índice que mede essa estratégia subiu mais de 3% desde a mínima de março.
- O indicador avançou cerca de 1,7% desde o início do conflito, em fevereiro.
- A operação tradicional envolve tomar dinheiro emprestado em moedas de baixa rentabilidade (yen, franco suíço e yuan) e investir em emergentes com maior retorno, como o real brasileiro e o rand sul-africano.
O carry trade de mercados emergentes retomou fôlego após perdas associadas ao conflito com o Irã. A alta é motivada pela escalada nos preços do petróleo, que alimenta a expectativa de taxas de juros mais altas por mais tempo, beneficiando moedas de exportadores de commodities.
Um índice que acompanha essa estratégia subiu mais de 3% desde a mínima de março e cerca de 1,7% desde o início do conflito, no fim de fevereiro. Ele mede retornos de quem toma empréstimos em moedas de baixo rendimento e aplica em moedas de maior rendimento de emergentes.
As moedas favorecidas incluem o real brasileiro e o rand sul-africano, que aparecem entre as mais utilizadas no carry trade. O movimento reflete, ainda, a percepção de que políticas monetárias mais restritivas devem permanecer no radar ao longo dos próximos meses.
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