- A Fazenda alertou sobre um portal fraudulento que finge oferecer o Desenrola 2.0 e cobra uma taxa administrativa para limpar o nome em até cinco dias.
- O site falso pede CPF e usa um chat para coletar dados da dívida, apresentando a promessa de elegibilidade e cobrando uma Taxa de Adesão e uma Taxa Administrativa, totalizando R$ 92,80, com pagamento via Pix ou código.
- O governo reforça que não existe cobrança para participar do Novo Desenrola Brasil e aponta que o portal imita o site oficial com cores e fontes semelhantes.
- Especialistas em cibersegurança apontam que golpes exploram a urgência de limpar o nome e prometem descontos de até 96% para atrair vítimas.
- O contexto aponta alta inadimplência no país (82,2 milhões com nome negativado) e recomenda buscar atendimento em bancos, ficar atento a sinais de golpe e registrar ocorrências em canais oficiais.
O Ministério da Fazenda alertou na sexta-feira (15) sobre um portal fraudulento que usa o nome Desenrola 2.0 para aplicar golpes cibernéticos. O site falso promete limpar o nome em até cinco dias mediante pagamento de uma taxa administrativa. O golpe solicita dados como CPF para verificar elegibilidade.
Ao acessar a página, o usuário é induzido a inserir informações e dar início a conversas pelo chat para coletar dados sobre a dívida. A Fazenda enfatiza que não há cobrança para participar do Novo Desenrola Brasil e que o programa não funciona assim.
Portal fraudulento e valores cobrados
Empresas de cibersegurança identificaram o site fraudulento, que imita o portal do governo com cores, fontes e notas oficiais. A mensagem anuncia descontos de até 96% para limpar o nome e convoca o usuário a verificar elegibilidade informando o CPF.
O golpe apresenta uma cobrança de taxa de adesão e uma taxa administrativa, totalizando R$ 92,80, cobrada por Pix ou código de cópia. A prática visa ludibriar vítimas com aparência de oferta oficial.
Contexto de inadimplência e alerta de especialistas
Segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa, em março havia 82,2 milhões de brasileiros com nomes negativados. Com esse quadro, especialistas dizem que golpes assim estão se tornando mais comuns e fáceis de aplicar.
Paulo Cesar Costa, CEO da PH3A, explica que não é preciso ser hacker para cometer fraudes; qualquer pessoa pode explorar negativados com ligações rápidas. A engenharia social busca emoções e urgência para dificultar o raciocínio crítico.
Como não cair em golpes
Golpes costumam usar mensagens com urgência, ofertas falsas e pedidos de dados sensíveis. Observe sinais como URL estranha, erros de português, falta de HTTPS e pop-ups excessivos. Evite clicar em links de mensagens suspeitas.
Para evitar prejuízos, prefira atendimento direto às instituições financeiras. Em caso de dúvidas, vá a uma agência bancária, que oferece maior proteção. Em golpes via WhatsApp ou telefone, verifique o código de origem da chamada.
O que fazer se ocorrer golpe
Se houver golpe após Pix ou compartilhamento de dados, interrompa o contato com a página e não baixe arquivos. Troque senhas de e-mails, bancos e redes sociais e ative a autenticação em dois fatores. Registre provas da fraude e comunique o banco.
Em seguida, monitore movimentações financeiras, peça bloqueio de cartões e conteste transações. Denuncie em delegacias especializadas em crimes cibernéticos e nos sistemas CERT.br e SaferNet Brasil para orientar autoridades.
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