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Fim da escala 6×1 pode impulsionar turismo, diz ministro

Ministro do Turismo vê potencial de fôlego para o setor com fim da escala 6x1; setor teme impactos até avaliação completa do texto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano
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  • O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, diz que o fim da escala 6×1 pode impulsionar o setor, com um dia a mais de descanso para trabalhadores.
  • Entidades do turismo, como CNC, Sindepat, Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e a Associação Brasileira de Parques e Atrações, são contrárias à mudança.
  • O setor privado alerta que a mudança pode afetar a cadeia do turismo, com risco de perda de empregos, aumento de custos e redução da competitividade.
  • Feliciano afirma que os impactos só serão conhecidos após a aprovação do texto e busca entendimento com empresários para reduzir efeitos.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, defende a aprovação da proposta até o final de maio, com descanso remunerado de dois dias por semana e redução da jornada de 44 para 40 horas, sem queda de salário.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirma que o fim da escala 6×1 pode impulsionar o setor, com mais tempo de descanso e lazer para a população. A declaração ocorreu após a Corrida da Câmara neste domingo (17).

Ele destacou que o turismo pode se beneficiar ao ampliar atividades de lazer no país e estimular deslocamentos turísticos.

A proposta prevê que trabalhadores terão dois dias de descanso por semana, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas sem queda de salário. Feliciano disse que os impactos só serão conhecidos com o texto aprovado, e que buscará entendimento com os empresários para minimizar efeitos.

Apoio e resistência ao fim da escala 6×1 chegam de diferentes frentes. Entidades do setor, como CNC, Sindepat, Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e ABPA, são contrárias à mudança, citando riscos para empregos, custos operacionais e competitividade.

Para o setor privado, mudanças na escala podem afetar toda a cadeia do turismo, que envolve hotelaria, restaurantes, parques e resorts. O debate aponta possibilidade de aumento de custos e menor oferta de serviços caso a medida seja implementada sem ajustes.

Feliciano ressalta que a avaliação completa dependerá do projeto final, e que o governo pretende conversar com empresários para reduzir impactos. O objetivo é chegar a um entendimento que proteja o turismo nacional.

Entidades e agenda

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defende aprovação do texto pela Casa até o fim de maio. Ele informou ter fechado acordo com o governo para assegurar descanso remunerado de dois dias por semana e manter a jornada de 40 horas sem reduzir salários.

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