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Fim da taxa das blusinhas anima consumidores, dólar alto impõe desafio

Zero imposto para compras até US$ cinquenta não garante preço estável; dólar volta a subir, elevando incertezas para quem compra online

Volatilidade do dólar gera incertezas após oscilações significativas, impactando o custo das compras
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  • O governo sancionou a Medida Provisória que zerou a alíquota federal de 20% para compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.
  • Mesmo com a extinção do imposto, a alta volatilidade do dólar, refletida por recentes oscilações, traz incertezas para quem compra online.
  • O dólar chegou a recuar para R$ 4,91 em 8 de maio, mas voltou a subir a partir de 12 de maio, com movimentos atrelados a mudanças no cenário político envolvendo figuras públicas.
  • Economistas destacam que, apesar da redução tributária, não é garantido que seja o melhor momento para comprar no exterior, devido aos riscos cambiais e a outros custos da operação.
  • Dicas práticas incluem comparar o preço final em reais (produto, frete, impostos e variação cambial), ficar atento à cotação na data de fatura do cartão e verificar ICMS, garantia e devolução.

A MP que zerou a alíquota federal de 20% para compras internacionais de até US$ 50, conhecida como a “taxa das blusinhas”, foi sancionada pelo governo na última semana. A mudança não elimina a tributação total, apenas reduz o imposto federal para itens até esse valor. A notícia veio acompanhada de volatilidade no dólar.

O cenário cambial, porém, mudou o foco. O dólar registrou alta após um período de queda, impulsionado por incertezas no cenário político e por informações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o senador Flávio Bolsonaro. O mercado caminha em meio a boatos e dados de mercados globais.

Segundo o economista Newton Marques, o câmbio é sensível a boatos e fatos. Ele aponta que oscilações locais coincidem com tensões políticas e com a percepção de risco nos mercados externos. Isso influencia a decisão de quem pretende comprar itens no exterior.

Azerte a análise de Mauricio Nakahodo, professor de Economia da ESEG. A zeragem do imposto melhora o preço relativo de compras internacionais até US$ 50, mas não garante que seja o melhor momento para comprar, devido a fatores como frete, ICMS e variação cambial.

Para quem pretende comprar online, Nakahodo recomenda cautela com o cálculo final em reais. A taxa zerada pode induzir o consumidor a superestimar a vantagem, sem considerar todos os componentes da operação, como tributos estaduais e custos logísticos.

Dicas práticas para compras internacionais incluem comparar o custo final em reais, somando produto, frete e impostos; ficar atento à cotação na data de fechamento da fatura; verificar a incidência de ICMS; e confirmar políticas de garantia e devolução, sobretudo para itens com defeito.

O especialista alerta ainda para comparar com produtos similares fabricados no Brasil, levando em conta o custo total e os riscos de atraso ou problemas na entrega. A orientação é evitar compras por impulso e planejar o orçamento.

Estagiária do R7, com supervisão da editora de texto Joana Pae, destaca que a tributação não é convertida em benefício automático se o produto não atende às expectativas ou não chega em bom estado. O cenário exige planejamento e leitura atenta das condições de compra.

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