- Mercados asiáticos e norte‑americanos sobem, impulsionados pela inteligência artificial e pela expectativa de crescimento de empresas do setor.
- Investidores continuam alocando recursos em tecnologia, mesmo com inflação e juros elevados, mirando um ciclo de expansão a partir de dois mil e vinte e sete.
- Bolsas europeias apresentam desempenho mais contido, enquanto a Europa tem menos companhias capazes de capturar esse movimento.
- Ações ligadas à IA já embutem projeções de crescimento agressivas, de cerca de vinte por cento ao ano, com empresas de infraestrutura dominantes no mercado.
- Analistas destacam que o mercado precifica o futuro, trazendo para o presente fluxos de caixa esperados para dois, cinco ou até vinte anos.
Os mercados acionários da Ásia e dos EUA operaram em alta nesta semana, impulsionados pelo avanço da inteligência artificial e pela expectativa de crescimento das empresas do setor. Investidores aguardam resultados e novas decisões de política monetária em diferentes regiões.
Mesmo com preocupações com inflação e juros elevados, o capital continua fluindo para companhias de tecnologia, em busca de um ciclo de expansão de longo prazo. Analistas apontam que o movimento tende a se sustentar frente a novos desdobramentos setoriais.
Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, afirma que o mercado de tecnologia observa ciclos de crescimento a partir de 2027, não se prendendo apenas à recessão de curto prazo. A ideia é tornar as empresas de IA protagonistas de um novo patamar econômico.
Perspectivas de mercado
Bernardo Pascowitch, fundador da Yubb, atribui o cenário à presença de menos empresas europeias capazes de capturar esse movimento e ao excesso de liquidez global. O ambiente atual favorece ativos de tecnologia com foco em IA.
Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, destaca que ações ligadas à IA já incorporam projeções de crescimento agressivas, próximas de 20% ao ano. Ela aponta posição dominante de infraestrutura de IA como fator de confiança dos investidores.
Segundo Fontes, empresas de infraestrutura da IA tendem a manter margens e capacidade de repassar preços, o que sustenta a percepção de rentabilidade futura. Opiniões de investidores continuam a valorizar o potencial de ganhos a longo prazo.
A cobertura de mercado também ressalta que os preços refletem expectativas futuras, com o mercado precificando fluxos de caixa de dois, cinco ou até 20 anos à frente. A análise de P/L é citada como um dos principais indicadores usados por quem investe nesse setor.
A Resenha do Dinheiro é apresentada por Thiago Godoy, com participação de Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch. O programa é apoiado pela B3 e pela gestora BlackRock, e traz uma visão educativa sobre economia e investimentos.
Entre na conversa da comunidade