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Ingressos acima de US$ 2 mil e hotéis dos EUA perdem demanda na Copa

Com menos de um mês para a Copa, hotéis nos EUA registram demanda abaixo do esperado, com cancelamentos de blocos da FIFA e ingressos caros elevando a incerteza econômica

Oitenta porcento dos hotéis consultados pela AHLA afirmaram que a demanda por quartos é consideravelmente menor do que o projetado. (Foto: Angelina Katsanis/Bloomberg)
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  • A AHLA aponta que, semanas antes da Copa do Mundo FIFA 2026, a demanda por quartos nos hotéis dos EUA está bem abaixo do esperado, mesmo com mais de cinco milhões de ingressos vendidos.
  • oitenta por cento dos hotéis pesquisados disseram que a demanda ficou significativamente menor do que o projetado; entre sessenta e cinco por cento e setenta por cento atribuem isso a vistos, preços de ingressos, clima político e outras preocupações geopolíticas.
  • em Dallas e Houston, setenta por cento dos hotéis relataram queda no ritmo de reservas para junho e julho, com leve melhoria atribuída à Copa, mas ainda aquém das metas da FIFA.
  • cancelamentos de blocos de quartos pela FIFA superaram setenta por cento do inventário contratado em cidades como Boston, Dallas, Los Angeles e Filadélfia, impactos que afetam receitas e planos de pessoal.
  • Kansas City é a sede mais impactada, com entre oitenta e noventa por cento dos hotéis com reservas abaixo do esperado; cidades como Atlanta e Miami apresentam melhor desempenho, enquanto há elevação de tarifas e impostos que elevam o custo da viagem.

O estudo da AHLA aponta demanda abaixo do esperado por quartos de hotéis nas cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2026, com a publicação ocorrendo em 4 de maio. Mesmo com mais de 5 milhões de ingressos vendidos, as reservas hoteleiras não tiveram o desempenho previsto.

O levantamento indica que 80% dos hotéis pesquisados veem demanda abaixo do previsto. Entre 65% e 70% atribuem a fraca procura a dificuldades com visto, ingressos caros e preocupações geopolíticas.

Em Dallas e Houston, 70% dos hotéis relatam queda de reservas para junho e julho, ainda que haja leve melhora associada ao evento. Cancelamentos em blocos de quartos da FIFA impactaram o planejamento de hotéis.

Ameaça do ICE e segurança

O relatório também cita a participação do ICE em operações contra mercadorias falsificadas ligadas à Copa, sem indicação de presença de autoridades em estádios. O ICE informou que atua para proteger consumidores e empresas legítimas.

Não há confirmação de presença de agentes em estádios, segundo fontes ligadas ao comitê anfitrião. O ICE já atuou em operações de fiscalização e apreensões em eventos esportivos anteriores, incluindo itens esportivos contrabandeados.

Tarifas, impostos e custos para visitantes

Casos de tarifas elevadas aparecem em Nova Jersey, com passagens de ida e volta entre a Penn Station e o MetLife estimadas em US$ 150, valor muito acima do usual. Propostas de aumento de impostos locais também elevam o custo para moradores e visitantes.

Boston confirmou preços de ingressos de ida e volta ao Gillette por US$ 80, e Los Angeles autorizou aumento de tarifas de transporte para o aeroporto, além de reajustes conectados a serviços de mobilidade. Tais elevações podem impactar o custo de viagem.

Preços de ingressos e cenário de demanda

A média de ingressos para a final da Copa, prevista para 19 de julho no MetLife, aparece elevada em plataformas de revenda. Dados indicam valores muito acima de patamares de Copas anteriores, reforçando a percepção de custo alto para assistir aos jogos.

Entre as opções de compra, a FIFA disponibilizou um lote de ingressos de entrada básica por US$ 60 para torcedores de seleções classificadas, com gestão de venda por Associações Membros Participantes. O processo segue com pagamentos ainda sendo ajustados.

Apesar da venda de milhões de ingressos, o relatório da AHLA alerta que o equilíbrio entre viajantes domésticos e internacionais é crucial para a geração de receitas adicionais à venda de entradas.

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