- Após o encontro entre Lula e Trump, Brasil e Estados Unidos terão 30 dias para discutir um novo acordo comercial.
- A investigação da Seção 301 ainda pode resultar em novas tarifas contra o Brasil.
- Foi criado um grupo de trabalho técnico para indicar demandas dos EUA e pontos de concessão do Brasil.
- Entre os temas da investigação estão tarifas sobre etanol americano, o sistema PIX, e questões de direitos de imagem, patentes e propriedade intelectual.
- O risco de sanções persiste mesmo com recuo anterior, já que o Departamento de Comércio abriu novas investigações contra outras 60 economias.
Após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump, agricultores e empresários brasileiros aguardam ações. Brasil e EUA definiram um prazo de 30 dias para discutir um novo acordo comercial, mesmo sob a ameaça da seção 301. A estratégia envolve um grupo de trabalho técnico para mapear demandas norte-americanas e pontos de mudança no Brasil.
Segundo apurou o Agora CNN, o objetivo é confirmar se há flexibilidade brasileira para viabilizar um acordo e encerrar a investigação. O grupo deverá estabelecer margens de concessões necessárias para avançar nas negociações, mantendo o foco em evitar tarifas adicionais.
Ao mesmo tempo, a investigação abrange questões sensíveis. Entre os assuntos estão tarifas sobre etanol importado, o sistema de pagamentos PIX, que compete com plataformas norte-americanas, e temas de direitos de imagem, patentes e propriedade intelectual.
A 25 de Março, em São Paulo, foi citada pela investigação por questões de pirataria, com reflexos em regulação de grandes empresas de tecnologia. O governo brasileiro teme impactos relevantes para o agronegócio, indústria e comércio com os EUA.
Risco persiste mesmo após recuo anterior. A queda das tarifas, decidida pela Suprema Corte dos EUA no começo do ano, não elimina o risco de novas investigações. O Departamento de Comércio abriu ações contra outras 60 economias, ampliando a pressão.
Especialistas destacam que o Brasil pode se tornar alvo de pressões, mesmo com melhora nas relações. Um acordo formal ainda é visto como essencial para reduzir vulnerabilidades frente a sanções comerciais futuras.
A expectativa é de que o desfecho das negociações fique mais claro ao longo da próxima semana, à medida que o grupo técnico avança nas discussões e mapeia concessões possíveis sem comprometer setores estratégicos do país.
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