- O lançamento da colaboração Swatch x Audemars Piguet, Royal Pop, originou filas longas, fechamentos abruptos, prisões e até uso de spray de pimenta em lojas ao redor do mundo.
- Clientes encontraram estoque insuficiente dos relógios Royal Pop, que imitariam o design dos APs de alto valor, gerando grande decepção nas entrevistas de loja.
- Swatch só emitiu um pronunciamento às 14h ET, 17 horas após os primeiros sinais na Singapura, dizendo que a coleção estaria disponível por vários meses e pedindo que as pessoas não fossem às lojas com pressa.
- A empresa afirmou à WIRED que houve problemas em apenas 20 de 220 lojas, enquanto a Audemars Piguet não respondeu a perguntas sobre a experiência.
- Especialistas dizem que o hold-up era previsível e apontam soluções, como janelas de lançamento escalonadas, vendas online ou venda com ingresso digital, citando lições da MoonSwatch de 2022.
O lançamento da colaboração Royal Pop entre Swatch e Audemars Piguet gerou tumulto globalmente, com filas, fechamentos súbitos e confrontos em lojas ao redor do mundo. Em vários locais houve interrupções no atendimento e prisões. A confusão atingiu cidades como Singapura, Dubai, Nova Délhi, Mumbai, Londres, Milão, Düsseldorf, Paris, Miami, Houston, Chicago e Nova York.
Clientes relataram estoque inadequado de relógios de bolso Royal Pop, que imitam o design de AP avaliados em cerca de US$ 20 mil. Em entrevistas nas portas das lojas, muitos criticaram a forma como o lançamento foi conduzido pela Swatch. A linha de produção e distribuição também foram questionadas por quem esperava disponibilidade.
Resposta das empresas e cronologia do problema. Até as 14h, horário do leste dos EUA, 17 horas após os primeiros sinais de problema em Singapura, a Swatch informou que a coleção estaria disponível por meses e pediu calma aos consumidores. Em nota enviada ao WIRED, a Swatch afirmou que houve sucesso no lançamento e que os problemas ocorreram em apenas 20 das 220 lojas da rede. A Audemars Piguet não respondeu aos questionamentos sobre a experiência de lançamento.
Especialistas apontam caminhos para evitar repetição de falhas, incluindo janelas de lançamento escalonadas, venda online limitada, ingressos digitais e estoque distribuído de forma mais estratégica. A leitura sugere que a lição não foi assimilada desde o MoonSwatch, em 2022, que também teve cenas caóticas.
O que aconteceu, quem esteve envolvido, quando e onde acima delineia o episódio; o porquê envolve logística, comunicação e estratégia de lançamento. A Swatch não adotou as medidas sugeridas, segundo especialistas, que defendem planejamento mais cuidadoso em lançamentos de alto interesse. A análise completa está disponível na Wired.
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