- Mercadante afirmou que estudos geológicos e o mapeamento da plataforma continental indicam potencial da Margem Equatorial similar ao do pré-sal, mas a confirmação depende da perfuração exploratória.
- Não há previsão para o início das operações, já que as perfurações seguem em andamento e envolvem custos elevados; cada furo custa milhões de dólares.
- A resistência política ao projeto teria perdido força após autorizações do governo, com os trabalhos avançando sem incidentes.
- O BNDES, em parceria com a Marinha, financia programa de planejamento espacial marinho para mapear a plataforma continental brasileira, com estudos não identificando riscos aos corais.
- Descobertas de gás natural em Sergipe e Rio Grande do Norte, além de produção em Guiana e Colômbia, elevam a expectativa de gás na Margem Equatorial.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, afirmou que estudos geológicos e o mapeamento da plataforma continental indicam que o potencial da Margem Equatorial é muito semelhante ao do pré-sal. A confirmação das reservas depende de perfurações exploratórias.
Segundo ele, a prospecção faz sentido para saber se há reservas, qual a quantidade e qual o melhor mecanismo de produção. O anúncio ocorreu durante entrevista ao Canal Livre, da Band.
Mercadante explicou que ainda não há previsão para o início das operações, pois as perfurações seguem em andamento e envolvem custos elevados. Cada furo representa milhões de dólares, destacou o presidente.
Prazos e custos
O presidente do BNDES disse que a resistência à exploração da Margem Equatorial perdeu força após a autorização governamental para as pesquisas, com trabalhos sem registro de incidentes. O debate político foi considerado superado, segundo ele.
Mercadante comparou a situação à discussão sobre o pré-sal, mencionando receios ambientais que não se confirmaram. Afirmou que a tecnologia atual de exploração conta com mecanismos de prevenção e contenção.
O executivo citou o financiamento do banco, em parceria com a Marinha, de um programa de planejamento espacial marinho para mapear a plataforma brasileira. Estudos não indicaram riscos ambientais antes apontados por críticos.
Ele ressaltou que não houve acidentes de prospecção no setor petrolífero da Petrobras. Mercadante ainda mencionou descobertas de gás natural em Sergipe e no Rio Grande do Norte, além de produção de países vizinhos como Guiana e Colômbia.
A conclusão, segundo Mercadante, é que a chance de encontrar gás ou petróleo na Margem Equatorial é muito grande, com base nos levantamentos técnicos realizados até o momento.
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