- O estudo ouviu trezentos e seis profissionais PJ em cinco regiões do Brasil, com margem de erro de cinco pontos percentuais e confiança de noventa e cinco por cento.
- Setenta por cento dos entrevistados que trabalham como PJ na área corporativa escolheram ou negociaram esse modelo.
- Mesmo com a pejotização, oitenta por cento desejam plano de saúde, e sessenta por cento valorizam a contribuição do contratante à Previdência Social.
- Apenas trinta e quatro por cento dos PJs recebem benefícios além da remuneração; os mais comuns são vale-refeição (trinta e nove por cento), participação em eventos/coworking (vinte e quatro por cento) e treinamentos (vinte e três por cento). Plano de saúde aparece em apenas seis por cento do total.
- O CEO da Hero, Miklos Grof, afirma que a pejotização cresce no Brasil e no exterior; STF ainda deve decidir sobre o tema, o que influencia a legalidade dos contratos.
Sete em cada dez profissionais que atuam como PJ na área corporativa optaram pelo modelo de contratação, segundo pesquisa realizada pela Hero Company em parceria com a Opinion Box. Mesmo entre quem escolhe pejotização, há desejo por benefícios. O estudo ouviu 306 profissionais em todas as regiões do Brasil.
A pesquisa aponta que 79% desejam plano de saúde, enquanto apenas 6% têm convênio médico atrelado ao contrato. Além disso, 60% dos respondentes desejam que o contratante efetue contribuição à Previdência Social. O levantamento também indica que 34% dos PJs recebem algum benefício além da remuneração.
Benefícios desejados e atual realidade
Entre os benefícios que trabalham com PJ costumam receber estão vale-refeição (39%), participação em eventos e coworking (24%), treinamentos (23%) e descanso remunerado (24%). O plano de saúde aparece apenas para 6% do total de PJs, mesmo entre quem recebe algum benefício.
Perfil dos entrevistados e posição de especialistas
O CEO da Hero, Miklos Grof, afirma que a pejotização cresceu nos últimos anos, impactando contratações no Brasil. Em sua análise, a mudança não depende apenas de decisões judiciais, mas de práticas contratuais que respeitem a legislação. Segundo ele, a tendência é observada também em outros mercados.
Percepção de riscos e implicações legais
Grof diz que o crescimento ocorre pela busca de competitividade e valorização de talentos, com foco em entrega de resultados. Ainda segundo o estudo, 87% dos PJs acreditam que remuneração e benefícios adequados reduzem riscos trabalhistas para as empresas. A variação legislativa segue em debate no STF, que ainda não definiu o tema.
Caso brasileiro e experiências individuais
Vanderlei Abreu, jornalista com 32 anos de atuação, adotou o regime PJ desde o início da carreira para manter múltiplos contratos. Ele entende o modelo como caminho para maior independência e flexibilidade, evitando dependência de vínculos formais exclusivos. Abreu atua há 32 anos na área de comunicação.
Considerações finais sobre o cenário de PJ
A pesquisa reforça que a maioria vê vantagens na remuneração mais alta, mas solicitações por benefícios são frequentes. A adoção de pacotes de benefícios sem gerar vínculo formal é apontada como possível caminho por especialistas. O tema permanece em debate, com decisões pendentes no STF.
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