- O Complexo Porto Futuro II, em Belém, revitalizou antigos armazéns do porto da Baía do Guajará para abrigar museus, gastronomia, hotel e um hub de bioeconomia.
- A obra, com cerca de cinquenta mil metros quadrados, custou R$ 568 milhões e contou com suporte do governo estadual, BNDES e créditos da taxa minerária; foi conduzida pela Secult em parceria com a Fundação Certi.
- Os armazéns 5 e 6 hoje hospedam o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, destinado a conectar startups, pesquisadores, cooperativas e empresas ligadas à floresta.
- O espaço também integra o Museu das Amazônias, a Caixa Cultural Belém, um polo gastronômico e áreas de convivência, além de um hotel da rede Vila Galé.
- Em seis meses de operação, o parque recebeu mais de 12 mil visitantes, realizou 16 eventos e passou por programas de aceleração com mais de 130 empreendedores; 20 startups já testaram processos no laboratório-fábrica.
O Porto Futuro II, em Belém, é um complexo revitalizado a partir dos antigos armazéns da região do Reduto, às margens da Baía do Guajará. O projeto transforma infraestrutura histórica em hub de bioeconomia, inovação, cultura e convivência. A obra, iniciada após décadas de abandono, integrou museus, centro gastronômico e hotel.
A revitalização, com foco na COP30, consolidou Belém como polo de inovação econômica na Amazônia. O espaço abriga hoje o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, ligado a startups, pesquisadores e cooperativas ligadas à floresta.
O BAS 2026, summit de bioeconomia que ocorreu de 12 a 14 de maio, ocorreu nos armazéns hoje usados pelo parque. O evento reuniu membros da comunidade científica, empresarial e do setor público.
O que é o Porto Futuro II
O complexo ocupa cerca de 50 mil m² em galpões da CDP, inaugurados em 1909. A obra envolveu mais de 400 profissionais e um investimento de R$ 568 milhões, com recursos do Estrutura Pará e apoio do BNDES.
Como está estruturado o espaço
Duas frentes principais operam no Porto: um centro de negócios com coworking e incubação, e um laboratório-fábrica para testes industriais. Equipamentos do laboratório são únicos no Brasil, segundo a Fundação Certi.
Quem atua no projeto
A Fundação Certi coordena o Parque de Bioeconomia, em parceria com o governo do Pará. A Secretaria de Cultura do Pará ficou responsável pela execução, com supervisão de órgãos de patrimônio como o Iphan.
Impactos para Belém e a região
Mais de 12 mil visitantes passaram pelo parque nos primeiros seis meses de operação, junto a 16 eventos ligados à inovação e sustentabilidade. Cerca de 130 empreendedores já passaram pelos programas, com 20 startups em testes industriais.
Conexão com o roteiro cultural
Ao lado da Estação das Docas, o Porto Futuro II integra um corredor turístico. O Museu das Amazônias deve ter exposição permanente ainda neste ano, após abertura temporária na COP30. A Caixa Cultural Belém inaugurou sua primeira unidade na região.
Objetivo econômico
O projeto busca manter o valor agregado na Amazônia, conectando academia, cooperativas, startups e empresas. Diferentes atores que antes operavam separadamente passam a colaborar para transformar a bioeconomia da floresta em negócios escaláveis.
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