- Edifício Alto das Nações, com 219 metros e 42 andares, ficará pronto entre setembro e outubro e terá cerca de 98 mil metros quadrados de área para escritórios.
- A obra fica no complexo da Chácara Santo Antônio, próximo à estação Granja Julieta, e é parte de um conjunto com shopping, hipermercado e moradias.
- O principal proprietário é a Altre, incorporadora do Grupo Votorantim, que pagou R$ 1 bilhão por 60% do prédio em 2021; o Carrefour Properties detém 18% e os demais 22% estão com a Família Zaffari e a KRE4 Empreendimentos.
- O momento é de comercialização, com interessados já surgindo; a empresa ressalta que não houve inícios de inquilinos ainda por aguardar o avanço da obra.
- A vacância de escritórios na região é alta, mas a expansão do Alto das Nações pode elevar o padrão local e atrair ocupantes que buscam qualidade a custos mais competitivos, apesar de não haver descontos anunciados.
O Edifício Alto das Nações, o prédio mais alto de São Paulo, entra na fase de comercialização. A obra ficará pronta entre setembro e outubro, após cinco anos de construção, e terá 42 andares com 219 metros de altura e cerca de 98 mil m² de área para escritórios. A operação é liderada pela Altre, do Grupo Votorantim, que detém 60% do empreendimento, adquirido por 1 bilhão de reais em 2021.
O complexo fica na região da Chácara Santo Antônio, entre a Marginal Pinheiros, a Rua Alexandre Dumas e o prolongamento da Avenida Chucri Zaidan, ao lado de um hub com hipermercado Carrefour, residências e praça. A torre faz parte de um conjunto que inclui shopping, moradia e transporte, com a estação Granja Julieta nas proximidades. A WTorre ficou responsável pela construção e, posteriormente, pela venda do imóvel.
Detalhes da composição societária e ângulo de mercado
O segundo maior sócio é o Carrefour Properties, com 18%, seguido pela Família Zaffari e a KRE4 Empreendimentos, vinculada a Roberto Fulcherberguer. Sandro Gamba, novo CEO da Altre, disse que o Alto das Nações é um prédio triplo A e atrativo por estar integrado a comércio, moradia e transportes. A previsão é iniciar a comercialização assim que a obra avançar.
O executivo aponta esgotamento da oferta de escritórios de alto padrão e a possibilidade de término de estoque triplo A em cerca de 18 meses diante da demanda atual. A variação de aluguel em eixos como Faria Lima e JK tem teto médio na casa de 250 reais por m², segundo pesquisas de mercado.
Perspectivas e contexto regional
A diretora de desenvolvimento do Carrefour Properties, Camila Monteiro, afirma que já existem interessados na locação e na compra de andares. O complexo oferece vantagens como shopping, praça de alimentação, hipermercado e estação de trem, que facilitariam a atração de ocupantes.
Apesar da presença de muitos espaços vagos na região, as empresas não costumam negociar descontos ou carência nesse estágio inicial. Levantamento da Newmark indica vacância de 32% para escritórios A e AAA na Chácara Santo Antônio, acima da média da cidade, que segue em recuperação gradual.
A XP manterá 12 mil m² no Edifício Luna Nova, vizinho ao Alto das Nações, reforçando a tendência de retomada da ocupação na região. Especialistas esperam que o novo empreendimento eleve o padrão local e atraia ocupantes que buscam qualidade com custos competitivos.
Impacto esperado no curto prazo
Com a inauguração prevista para o segundo semestre, a oferta de escritórios na região deve crescer, pressionando temporariamente a vacância para cerca de 49% se as locações não ocorrerem a tempo. No entanto, o Alto das Nações deve elevar o nível de qualidade da área e ampliar a atratividade para empresas com equipes dispersas.
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