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Presença feminina cresce na indústria de vinhos no Brasil e no exterior

Mulheres ganham protagonismo na vinicultura brasileira, ocupando vagas estratégicas, fortalecendo cooperativas e participação em feiras internacionais

Representantes da Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas, Francesca Galli e Ronaldo Padovani - (crédito: Mari Kowalski)
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  • A Wine South America, realizada entre 12 e 14 de maio em Bento Gonçalves, reuniu 32 vinícolas e cerca de 300 rótulos, com participação de Francesca Galli da ICE.
  • AICE destacou o papel de mulheres na vinicultura, incluindo a fundação do movimento Mulheres do Vinho Brasileiro durante o evento.
  • O mercado brasileiro de vinhos e espumantes faturou R$ 21,1 bilhões em 2025, alta de 10% ante o ano anterior, com aumento do tíquete médio.
  • Em 2025, vinícolas brasileiras receberam 730 premiações, sendo 564 internacionais, em 13 países; na Vinícola Aurora, Amanda Lerin tornou-se a segunda vice‑presidente do conselho de administração.
  • A Vinícola Brasília mostrou destaque na feira, com quase 100 premiações, e a família Valduga sinaliza avanços no espumante brasileiro, discutindo nomes para identidade da bebida nacional.

A força feminina cresce na indústria de vinhos no Brasil, ocupando posições cada vez mais relevantes. A participação de mulheres em nível estratégico e operacional é observada tanto no país quanto em ações internacionais ligadas ao setor. Em Bento Gonçalves (RS), a sexta edição da Wine South America ocorreu de 12 a 14 de maio, reunindo mais de 400 marcas e rótulos de mais de 20 países.

Francesca Galli, vice-diretora da ICE Brasil, esteve no evento para acompanhar a presença italiana no maior polo vitivinícola da região. A delegação italiana ocupou uma ala inteira do pavilhão, com 32 vinícolas apresentando cerca de 300 rótulos. Galli destacou a atuação de equipes locais para fomentar negócios no Brasil, incluindo representantes brasileiros como Ronaldo Padovani.

A Wine South America também serviu de palco para o movimento Mulheres do Vinho Brasileiro, visando ampliar a rede de profissionais e a troca de experiências. Em paralelo, a Apas Show 2026, em São Paulo, reúne 31 empresas italianas de alimentos para apresentar itens com denominação de origem italiana, ampliando a atuação do setor no Brasil.

Crescimento

O mercado brasileiro de vinhos e espumantes faturou R$ 21,1 bilhões em 2025, um crescimento de 10% ante 2024, segundo a Ideal.BI. O índice aponta aumento do tíquete médio, com consumo disposto a pagar por produtos de maior valor agregado. Grandes players internacionais mantêm a atenção ao mercado brasileiro.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho indicam consumo brasileiro de 4,4 milhões de hectolitros no ano, com atuação de marcas nacionais e estrangeiras para atender demanda crescente. Em 2025, vinícolas nacionais soma-ram 730 premiações, sendo 564 internacionais, em 13 países.

A Vinícola Aurora, fundada há 95 anos, aposta na força de cooperados para lançar produtos premium, entre eles o Milésime cabernet sauvignon safra 2020. Pela primeira vez, uma mulher integra a direção do conselho de administração, exercendo a segunda vice-presidência para 2026-2028, com foco em sustentabilidade, tecnologia e inovação.

Destaques regionais e iniciativas

A Lídio Carraro, em Bento Gonçalves, mantém a filosofia purista e amplia o enoturismo voltado a resgatar a essência da vinicultura gaúcha. Patrícia Carraro ressalta a diversidade de produções na região, incluindo Amphorae III 2020, primeiro vinho brasileiro elaborado em ânfora.

No movimento Mulheres do Vinho Brasileiro, a iniciativa busca ampliar conexões entre profissionais de diferentes áreas, como enologia, comunicação e varejo, fortalecendo a participação feminina no setor em todas as frentes. O grupo emergiu durante a Wine South America para fomentar liderança e cooperação entre mulheres que atuam no vinho no Brasil.

Brasília também marca presença no cenário, com a Vinícola Brasília participando pela segunda vez da feira. Ronaldo Triacca destaca reconhecimentos nacionais e internacionais obtidos pelos rótulos da região, sustentando o papel do terroir local na crescente visibilidade dos vinhos brasileiros.

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