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Regra de retirada passa de 4% para 4,7%, com impactos para investidores

Regra dos 4% evolui para 4,7% com portfólio mais diversificado, acendendo o debate sobre validade para diferentes perfis de aposentados

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  • A “regra dos 4%”, criada em 1994 por Bill Bengen, ganhou uma atualização para 4,7% devido a portfólios mais diversificados e ao desempenho recente das ações.
  • A nova régua de retirada baseia-se hoje em uma carteira com 55% de ações, 40% de títulos e 5% em caixa.
  • O uso inicial de 4,7% é ajustado pela inflação nos anos seguintes; Bengen, ao longo do tempo, passou a gastar 4,9% por ano na prática.
  • A regra continua comum em planejamento financeiro, mas é discutida: gastos devem ser ajustados anualmente conforme mudanças de vida, retorno de investimentos e inflação.
  • Em muitos casos, a regra funciona como ponto de partida, mas pode não refletir a realidade de todos os aposentados, especialmente quem tem menos poupança.

O consultor financeiro Bill Bengen, criador da “regra dos 4%” em 1994, atualizou o conceito. A nova versão passa a ser chamada de 4.7% e mantém a ideia de retirar renda sustentável no começo da aposentadoria, ajustando conforme a inflação.

A mudança ocorre após Bengen revisar sua carteira de investimentos, ampliando a diversificação. O novo cálculo considera 55% em ações, 40% em títulos e 5% em caixa, com o objetivo de preservar poder de compra em cenários modernos de mercado.

Bengen continua a trabalhar no tema e lançou um livro que apresenta a atualização. Ele diz ter passado de uma abordagem mais conservadora, com 4% inicial, para uma estratégia que tolera retiradas maiores devido ao desempenho recente das ações.

Origem da regra e atualização

A regra surgiu de um estudo publicado no Journal of Financial Planning, após simulações que indicaram durabilidade de 30 anos para aposentados que começassem com 4%. O autor já observou que o 4% funciona como ponto de partida simples para planejamento.

Atualização prática para aposentados

O autor manteve a ideia de que a retirada deve acompanhar a inflação. Com a nova leitura, a meta pode subir para 4.7%, dependendo da composição atual da carteira, renda adicional e condições de mercado. O aconselhamento financeiro moderno admite ajustes anuais.

Perspectivas de especialistas

Especialistas indicam que a regra é um guia inicial útil, mas não fixa. Planos de aposentadoria devem ser dinâmicos e revisados anualmente, considerando mudanças de vida, retornos de investimento e inflação.

Impacto no planejamento financeiro

O formato original ainda guia muitos planos, especialmente para quem não tem grandes reservas. Pesquisas indicam que o medo de esgotar o dinheiro é o principal motivo de adesão à regra. A atualização busca refletir novas realidades de investimento.

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