Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Renda cresce no Brasil, mas não acompanha o custo de vida

Renda brasileira não acompanha inflação: IPCA sobe 42,78% desde 2020 e alimentos avançam 64,35%, impactando os mais pobres

Mesmo com desaceleração em julho, inflação dos EUA segue elevada
0:00
Carregando...
0:00
  • O IPCA acumula alta de 42,78% desde janeiro de 2020; os alimentos no domicílio subiram 64,35%, com impacto maior sobre os mais pobres.
  • Três fatores ajudam a entender por que a renda não acompanha o custo de vida: baixa qualificação da mão de obra, baixa produtividade e uma economia ainda fechada.
  • O diretor da FAC-SP, Rodrigo Simões, diz que a falta de investimento em educação, tecnologia, fábricas e desenvolvimento local dificulta aumentar a renda.
  • A percepção da inflação está ligada aos itens mais presentes no dia a dia, como alimentos e serviços, o que explica por que a inflação parece mais alta para quem não tem carro ou consome mais frequentemente.
  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou preocupação com a percepção social da inflação, mencionando choques recentes e destacando que o IPCA acumulado e o avanço de preços de alimentos afetam a credibilidade da autoridade monetária.

O IPCA acumula alta de 42,78% desde janeiro de 2020, enquanto os alimentos no domicílio subiram 64,35%. A renda no Brasil não acompanhou o ritmo, impactando principalmente as camadas mais pobres.

Especialistas apontam três fatores: baixa qualificação da mão de obra, baixa produtividade que leva a mais horas trabalhadas e uma economia ainda relativamente fechada. A soma dificulta elevar a renda de forma mais rápida.

Para o economista Rodrigo Simões, diretor da FAC-SP, a falta de investimento em educação, tecnologia e desenvolvimento local freia ganhos estruturais. Ele afirma que isso gera sensação de inflação persistente mesmo com estabilidade de preços em médias oficiais.

Percepção x indicadores

Heron do Carmo, professor da USP, diz que a inflação é sentida mais pelos itens do cotidiano. O consumo volatiliza a percepção, principalmente quando o preço de itens frequentes sobe. O efeito é maior para quem não usa carro.

Maluf, da XP Investimentos, ressalta que a pandemia elevou o nível de preços e que o endividamento agrava a sensação de perda de poder de compra. Desinflação de alimentos entre 2023 e 2025 não acabou com a percepção de que tudo ficou mais caro.

O IPCA, índice oficial, reflete famílias de 1 a 40 salários mínimos, dominando o debate público. O INPC, que cobre rendas de 1 a 5 salários mínimos, tende a apontar mais para a inflação vista pela população de menor renda.

A fala do BC

Na abertura da 4ª Conferência Anual do Banco Central, o presidente Gabriel Galípolo manifestou preocupação com a percepção social sobre a inflação. Ele citou choques recentes como a pandemia, a guerra na Ucrânia e a alta do petróleo.

Galípolo disse que a credibilidade do BC depende de manter as expectativas de inflação ancoradas, mesmo diante de um custo de vida elevado no dia a dia. O banco aponta queda de inflação de 2022 até 2026, mas reforça o desafio da percepção pública.

Ele também observou que o preço do petróleo costuma ser tratado como choque transitório pelos bancos centrais, sem resolver o cerne de como o público experiencia a inflação acumulada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais