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Vinícola Rio Manso (MG) não quer réplica da Toscana: visão de negócios

Rio Manso aposta em vinho premium, valorização imobiliária e enoturismo na Mantiqueira, a 250 quilômetros de São Paulo, com retorno esperado na próxima década

‘Não queremos ser réplica da Toscana’: a visão de negócios da vinícola Rio Manso em MG
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  • A vinícola Rio Manso, em Jacutinga, sul de Minas Gerais, decidiu não vender o primeiro vinho produzido, mantendo o estoque até alcançar qualidade compatível com a marca. A garrafa da safra seguinte deve chegar ao mercado no lançamento oficial em maio.
  • O negócio envolve 11 hectares plantados, com capacidade de produção de cerca de 65 mil garrafas por ano; o custo de implantação de cada hectare fica em torno de R$ 500 mil.
  • O modelo de receita é tripla: vinho premium, valorização imobiliária na região e turismo enoturístico, com restaurante, salão de eventos e wine bar, cuja inauguração está prevista para outubro; hotelaria deve começar em 2026.
  • A região da Mantiqueira atrai mais de setenta projetos em um raio de trinta quilômetros, com estimativas de investimento superiores a R$ 1 bilhão; os sócios veem a área como polo de enoturismo em cinco anos.
  • O retorno completo do investimento, estimado em cerca de décadas, pode levar até o fim da próxima década, com o break-even apontado para 2027 ou 2028.

A vinícola Rio Manso, em Jacutinga, sul de Minas Gerais, adiou o lançamento do primeiro vinho produzido pela empresa. A bebida da safra inicial foi criada no ano passado, mas não entrou no mercado, pois os sócios e a equipe técnica entenderam que não alcançara o padrão de qualidade desejado para a marca. A próxima safra só chegará ao público no lançamento oficial, em maio.

Os quatro sócios, entre eles Plínio Battesini Pereira, executivo da DHL, justificam a decisão com foco no longo prazo. A ideia é manter o produto fora do comércio até atingir qualidade compatível com o posicionamento premium pretendido pela Rio Manso.

A região da Mantiqueira, onde a vinícola se instala, concentra mais de 70 projetos em um raio de 30 km entre Espírito Santo do Pinhal, SP, e Minas Gerais. Investimentos estimados em mais de R$ 1 bilhão já contemplam o conjunto, segundo a visão dos empresários.

Plano de negócios e três fontes de receita

O modelo da Rio Manso baseia-se em três pilares: vinho de alto padrão, valorização imobiliária e enoturismo. A proprietária terra em 2019 teve valorização de cerca de dez vezes, segundo corretora local citada pela CEO Aline Mabel.

O turismo ganhará força com restaurante, salão de eventos e wine bar, com inauguração prevista para outubro. Um projeto de hotelaria está nos planos para iniciar ainda em 2026.

A região é vista como potencial polo de enoturismo no Brasil em cinco anos, segundo Mabel. A proximidade com São Paulo é destacada como vantagem estratégica para atrair visitantes.

Para atrair paulistas e outros turistas, a Rio Manso busca criar uma identidade própria para a Serra da Mantiqueira, enfatizando a distância relativamente curta até o maior mercado consumidor de vinho da América Latina.

O custo de implantação de um hectare de vinhedo está em torno de R$ 500 mil. A Rio Manso plantou 11 hectares em uma área total de 82 hectares, com produção estimada de 65 mil garrafas por ano.

O break-even é estimado para 2027 ou 2028. O retorno completo do investimento ocorreria em parte da década seguinte, desde que haja operação estável e qualidade de vinho mantida.

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