- A AIE afirmou que estoques comerciais de petróleo devem durar apenas algumas semanas, devido à guerra com o Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz.
- A liberação de reservas estratégicas adicionou 2,5 milhões de barris por dia ao mercado, mas a agência ressaltou que essas reservas não são infinitas.
- A demanda deve crescer com as temporadas de plantio na primavera e viagens de verão, pressionando ainda mais os estoques.
- Os estoques globais caíram de forma recorde em março e abril, com uma redução de 246 milhões de barris.
- A oferta global em 2026 deve recuar cerca de 3,9 milhões de barris por dia por causa da guerra, diante da estimativa anterior de queda de 1,5 milhão de barris por dia.
Ao falar em Paris durante a reunião dos ministros de Finanças do G7, Fatih Birol, diretor da AIE, disse que os estoques comerciais de petróleo estão se esgotando e durarão apenas algumas semanas devido à guerra com o Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz. A situação eleva a pressão sobre o mercado.
Birol destacou que a liberação de reservas estratégicas adicionou 2,5 milhões de barris por dia ao fornecimento, mas ressaltou que essas reservas não são infinitas. A demanda deverá crescer com as temporadas de plantio e viagens de verão no hemisfério norte.
Ele afirmou ainda que, antes dos ataques entre EUA, Israel e Irã, havia excesso no mercado e estoques elevados. A guerra acelerou a redução de estoques, que continuam a cair rapidamente, segundo a agência.
Contexto: projeções para 2026 e quedas de oferta
A AIE informou que a oferta global de petróleo deverá cair cerca de 3,9 milhões de bpd em 2026 por conta do conflito no Oriente Médio, revisando para baixo a previsão anterior de 1,5 milhão de bpd.
Na semana passada, a agência já havia sinalizado que a demanda ficaria acima da oferta neste ano, com impactos especialmente na produção regional e no consumo de diesel, fertilizantes, combustível de aviação e gasolina.
Segundo o relatório mensal, estoques globais caíram de forma recorde entre março e abril, com uma redução de 246 milhões de barris.
A AIE coordena, desde março, a maior liberação de reservas estratégicas já realizada, totalizando 400 milhões de barris. Até 8 de maio, cerca de 164 milhões já haviam sido liberados.
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