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Brasil sai do inverno das startups com empresas mais fortes e capital seletivo

Brasil encerra o inverno das startups com empresas mais maduras e capital seletivo, mirando B2B, automação e dados

Thiago Maceira, do Itaú BBA
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  • Brasil deixa para trás o “inverno das startups”: empresas mais maduras, melhor governança e foco em rentabilidade, mantendo crescimento com juros altos.
  • Investidores estrangeiros continuam de olho no Brasil, que é visto como mercado grande com população predisposta à tecnologia; ascensão de B2B, automação e uso de dados nos próximos 12 a 24 meses.
  • Setores consolidados como e-commerce e marketplaces ganham menos espaço para nichos, enquanto há mais espaço para empresas B2B e soluções de automação.
  • Fintechs e aplicações de dados seguem atraindo interesse, com destaque para automação de atendimento, onboarding e crédito, além de data analytics e IA.
  • A tecnologia deve impulsionar produtividade no Brasil nos próximos anos; há expectativa de maior atuação de M&A e maior foco em aplicação prática de IA pelas empresas brasileiras.

Nos próximos 12 a 24 meses, o Brasil caminha para um novo ciclo de investimentos em startups. Empresas mais maduras, governança fortalecida e foco maior em B2B e automação marcam o cenário, mesmo com juros elevados.

Thiago Maceira, responsável pela área de tecnologia do Itaú BBA, diz que o ecossistema avançou para além do inverno de capital. O Brasil apresenta gestão mais estável, caixa mais estruturado e crescimento sustentável em várias empresas.

O investidor estrangeiro mantém interesse, mas de forma mais contida. Brasil é visto como mercado grande, em meio a uma digitalização em curso, com população inclinada à adoção de tecnologias.

Três verticais aparecem com maior potencial nos próximos 12 a 24 meses: automação de atendimento, automação de processos como onboarding e crédito, e uso de dados para gerar insights.

Setores consolidados, como e-commerce e marketplaces, já contam com grandes players. Isso reduz o espaço para nichos emergentes, tornando mais vivo o foco em B2B e soluções de escala.

O Itaú BBA realizou quatro captações este ano, demonstrando disponibilidade de capital para bons negócios, mesmo com o ambiente de juros altos. A visão é de continuidade no aporte a startups promissoras.

Perspectivas e temas em alta

O ecossistema brasileiro ganhou maturidade entre 2019 e 2023, com cenário de desburocratização e digitalização acelerada. Hoje, a gestão de recursos e a rentabilidade são prioridades.

Investidores veem o Brasil como país com potencial de inovação em fintech, dados e IA. No setor de fintech, o ecossistema é destacado pela sofisticação e pela variedade de soluções locais.

A IA é tema de atenção global, com impactos em investimentos e estratégias. No Brasil, há interesse crescente em aplicações práticas, especialmente em automação de serviços, processos e análise de dados.

Empresas que já estruturaram dados têm vantagem competitiva. O movimento é para soluções verticais que transformam dados em insights acionáveis, com impacto em decisões de negócio.

Em relação ao papel do M&A, aumentam as fusões e aquisições para ganho de escala e rentabilidade. Investidores estratégicos internacionais já atuam no Brasil, junto de players locais.

Dinâmica de mercado e oportunidades

A presença de capital disponível para negócios bem estruturados segue mais estável do que durante o inverno. A distância entre capital e risco reduziu-se para projetos com modelos de negócio comprovados.

O interesse em novas tecnologias cresce, com aplicações de IA já visíveis em diversas áreas. Embora seja difícil investir em modelos de foundation, há espaço para soluções de IA aplicadas a negócios.

Empreendedores brasileiros demonstram maior responsabilidade e previsibilidade. Muitos fundadores já ocuparam posições de liderança e migraram para o papel de investidor, fortalecendo o ecossistema.

O analista destaca que o Brasil, apesar de ciclos, produz soluções reais para problemas cotidianos. Pratos como entrega, gestão de pagamentos e folha de pagamento já contam com soluções locais.

A expectativa é de continuidade na digitalização, com mais startups buscando eficiência produtiva. O quadro atual aponta para maior participação de tecnologia na economia real.

Encerramento

A avaliação é de que o Brasil saiu de uma fase de liquidez restrita para um ambiente com capital disponível para negócios bem estruturados. O momento requer cautela diante das taxas de juros, porém mostra estabilidade e potencial de crescimento.

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