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Carros chineses podem chegar a um terço do mercado brasileiro até 2030

Marcas chinesas respondem por 15% do mercado de veículos leves em 2026; projeção aponta participação entre 25% e 30% até 2030

Geely EX5 EM-i desembarca no Brasil — Foto: Rodolfo Buhrer/Geely
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  • Em janeiro a abril de 2026, marcas chinesas representaram cerca de 15% do mercado brasileiro de veículos leves, com quase 125 mil dos 834.688 emplacamentos no período.
  • No mês de abril, a participação chinesa atingiu 17,3% e a expectativa é fechar o ano em torno de 18%.
  • Entre 2025 e 2026, diversas marcas chinesas passaram a operar no Brasil, incluindo Omoda, Jaecoo, GAC, MG, Geely, Leapmotor, Jetour, Denza e Caoa Changan, juntando-se a BYD, GWM e Zeekr.
  • Para 2030, especialistas projetam participação de 25% a 30% no mercado brasileiro, com cenários favoráveis mesmo diante de possíveis ajustes de impostos para veículos elétricos e híbridos.
  • Analistas destacam que o pós-venda e a disponibilidade de peças serão determinantes para a fidelização dos consumidores, além da ampliação de redes de concessionárias.

A participação das fabricantes chinesas no mercado brasileiro de veículos leves segue em curva de crescimento. Nos quatro primeiros meses de 2026, marcas da China somaram 15% do emplacamento total, em meio a um cenário de expansão de marcas novas no país.

Entre janeiro e abril de 2026, o Brasil emplacou 834.688 automóveis e comerciais leves. Destas unidades, quase 125 mil pertencem a marcas chinesas, o que confirma o peso recente dessas fabricantes no mercado nacional.

No mês de abril, a participação chinesa atinge 17,3% das vendas, com expectativa de chegar a 18% na média anual. Novas marcas já operam no Brasil desde o início de 2025, elevando o leque de opções para o consumidor.

Mudanças de marca e players

O grupo de fabricantes que expandiu atuação inclui Omoda, Jaecoo, GAC, MG, Geely, Leapmotor, Jetour, Denza e Caoa Changan, juntando-se a BYD, GWM e Zeekr. Até o fim do ano, devem entrar DFM, Baic, Lynk & Co e Lepas, ampliando ainda mais o ecossistema.

Para consultor Milad Kalume Neto, a expansão chinesa permanece robusta e pode alcançar 18% de participação neste ano. Ele ressalta que o fenômeno depende de manter o ritmo de vendas, mesmo diante de eventual deterioração macro.

Outro analista, Ricardo Bacellar, destaca necessidade de produção local para sustentar o crescimento. Ele aponta que apenas a BYD tem mostrado planos de grande volume produzido no Brasil, enquanto outras atuam com operações locais menores.

Perspectivas para 2030

Especialistas projetam que, até 2030, marcas chinesas somem entre 25% e 30% do mercado nacional. Mesmo com a possível taxação de importação para elétricos e híbridos, a expansão é vista como viável por parte das consultorias.

Há ainda ceticismo sobre a velocidade do crescimento sem fabricação local em maior escala. Avalia-se que o surgimento de novas fábricas no país pode ser determinante para alcançar patamares mais altos.

Pós-venda e fidelização

Com o aumento de vendas, o atendimento no pós-vendas ganha importância estratégica. Manter serviços rápidos, disponibilidade de peças e preços competitivos é apontado como crucial para a fidelização de clientes.

As redes de concessionárias, já estabelecidas com outras marcas, devem apoiar esse movimento, oferecendo suporte técnico e garantia equivalente ao desempenho dos veículos. Esse componente é visto como decisivo para a continuidade do crescimento.

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