- Dólar abriu em baixa, a R$ 5,04, após subir 3,5% na semana anterior, influenciado por cenário político e pela prévia do PIB.
- No Brasil, o IBC-Br de março mostrou queda de 0,7% ante fevereiro, com alta de 1,3% no trimestre e 1,8% em 12 meses.
- No exterior, o Brent opera próximo de US$ 109,05 por barril, ainda perto de máxima de duas semanas.
- Tensões globais pressionam mercados após ameaças de Donald Trump ao Irã e incidente com drone perto de instalações nucleares.
- O Focus revisou para cima as projeções de inflação e juros: IPCA de 4,92% em 2026 e Selic em 13,25% ao ano; Ibovespa caiu 3,7% na semana.
O dólar abriu a semana em queda, cotado a R$ 5,04, após subir 3,5% na semana anterior. O fechamento acima de R$ 5,00 pela primeira vez no mês foi influenciado pelo ambiente político e pela prévia do PIB que o BC divulgará hoje.
A queda inicial ocorre com a atenção voltada para a prévia do PIB do Banco Central e com o impulso de alta recente do petróleo no cenário externo. Dados mostram que o dólar passou de R$ 4,89 para R$ 5,07 na semana passada, segundo relatos de mercado.
Na sexta-feira, a divulgação de uma possível associação de recursos para financiamento de filme envolvendo o ex-político Jair Bolsonaro também movimentou o humor dos investidores. O indicador local acompanha o impacto dessas informações sobre as expectativas para a economia.
Mercado externo
Na ICE, o contrato futuro do Brent abriu a semana próximo de US$ 110 por barril, girando perto de US$ 109,05. O preço sinaliza cautela no front externo frente a tensões políticas globais.
A alta do petróleo mantém pressão sobre commodities e moeda local, já que custos de energia influenciam inflação e política monetária doméstica. Movimentos de risco no front internacional refletem avaliações de riscos empresariais e governamentais.
Desdobramentos domésticos
O BC divulgou o IBC-Br referente a março, com queda de 0,7% ante fevereiro. Em relação ao trimestre, houve alta de 1,3% frente ao último trimestre de 2025. Em 12 meses, a variação é de 1,8%.
No âmbito de inflação, o Focus revisou para cima as projeções. A mediana para o IPCA de 2026 passou a 4,92%, e a da Selic, a 13,25% ao ano. O mercado acompanha impactos desses números sobre juros e custo de vida.
O Ibovespa recuou, registrando queda de 3,7% na semana anterior e fechando a sexta-feira em 177.283 pontos, o menor nível desde 20 de março. O recuo reflete o ambiente de incerteza e a volatilidade observada recentemente.
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