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Estudo aponta que metade dos carros no Brasil pode ser elétrica até 2040

Sindipeças aponta que elétricos podem representar metade da frota brasileira entre 2036 e 2040, com impulso de oferta e incentivos, mas preço e infraestrutura freiam adoção

Avanço das montadoras chinesas aparece como um dos principais motores da transformação do mercado brasileiro.
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  • Projeção do Sindipeças aponta que até cinquenta por cento da frota brasileira pode ser elétrica ou híbrida entre 2036 e 2040.
  • Hoje, veículos eletrificados representam cerca de 1,4% da frota circulante, subindo de 0,1% em 2021; crescimento anual médio de aproximadamente 75,6% na década.
  • Impulsionam o avanço fatores como ampliação da oferta, incentivos tributários e entrada agressiva das montadoras chinesas no mercado nacional.
  • Infraestrutura de recarga é a principal barreira: 36% dos entrevistados sem carregamento em casa/trabalho e 33% sem estações públicas; custo inicial e baterias também são entraves.
  • O crescimento de importações vindas de chinesas acelera a transformação, acompanhando o cenário global com elétricos ganhando espaço na China e na União Europeia.

A projeção do Sindipeças aponta que veículos elétricos e híbridos podem representar até metade da frota em circulação no Brasil entre 2036 e 2040. O estudo de frota nacional também destaca crescimento acelerado, impulsionado pela oferta ampliada e incentivos.

Atualmente, os veículos eletrificados correspondem a cerca de 1,4% da frota, ante 0,1% em 2021. A previsão para a década é de crescimento médio anual de 75,6%, com forte presença de montadoras chinesas no mercado brasileiro.

Apesar do avanço nas concessionárias, a preferência dos consumidores ainda é por carros movidos a combustão. Dados mostram que 49% continuam escolhendo motores a combustão, enquanto apenas 9% demonstram interesse direto em elétricos a bateria.

Entre os elétricos, os híbridos aparecem como porta de entrada dominante para a eletrificação. Na prática, as vendas de automóveis e comerciais leves eletrificados quase dobraram no primeiro quadrimestre de 2026, de 70.433 para 138.886 unidades.

Infraestrutura de recarga é o principal empecilho apontado pelo público. De acordo com a EY, 36% não têm acesso a carregamento em casa ou no trabalho e 33% citam a falta de estações públicas.

Outro entrave é o custo inicial dos veículos e a percepção sobre a durabilidade das baterias. Por outro lado, a alta de preços de combustíveis e a preocupação ambiental ajudam a manter o interesse nos modelos eletrificados.

A atuação das montadoras chinesas é apontada pelo Sindipeças como motor da transformação. A importação cresce com foco em híbridos e elétricos, acompanhando o movimento global de mercado.

Na China, os elétricos já superam metade das vendas de veículos novos, enquanto a União Europeia chegou à liderança mensal dos elétricos sobre os a combustão no fim de 2025, sinalizando tendência internacional de maior participação dos elétricos.

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