- A The Economist destaca que os americanos estão mais pessimistas do que nunca sobre o emprego de longo prazo, com média estimando 22% de chance de perder o emprego nos próximos cinco anos; quase 20% dizem que a IA ou automação pode substituí-los.
- Líderes de IA também treinam o tom de alerta: Dario Amodei, daAnthropic, vê desemprego entre 10% e 20%; Bill Gates afirma que, com IA, muitas coisas não serão mais necessárias; Sam Altman foca em ferramentas para ampliar pessoas, não substituí-las.
- Economistas são mais otimistas. A ideia de “falácia da quantidade fixa de trabalho” é rejeitada; a difusão tecnológica pode gerar ganhos que viram novos empregos. A OCDE mostra taxa de desemprego em 5% entre países ricos, e os EUA empregam mais em setores expostos à IA, como advocacia.
- O Bureau of Labor Statistics estima que os EUA criarão 5,2 milhões de empregos entre 2024 e 2034, com alta de 3% no total de ocupados.
- A reportagem lembra que a história sugere difusão tecnológica lenta e que recessões costumam “limpar” empregos improdutivos, forçando mudanças radicais e migração de capital para negócios mais produtivos.
Em meio ao debate sobre IA e empregos, a The Economist revisita períodos de grande mudança tecnológica para entender impactos e lições. A reportagem aponta que, apesar de rupturas passadas terem destruído vagas, também criaram novas oportunidades.
Observa-se que a percepção sobre o futuro do emprego nos EUA está entre as mais pessimistas já registradas. Pesquisa aponta que a pessoa comum aposta em 22% de chance de perder o emprego nos próximos cinco anos, número superior ao da crise de 2007-09. A IA é citada como principal fator.
Quase um quinto dos trabalhadores americanos indicou, a um instituto de pesquisa, que é provável ficar sem trabalho devido a IA ou automação. Líderes do setor de IA também sinalizam preocupações sobre impactos no emprego.
Contexto histórico
Economistas lembram que disrupções tecnológicas costumam trazer transformações rápidas, porém não necessariamente destruição de empregos em volume permanente. A difusão tecnológica tende a ocorrer de forma gradual, mantendo empregos em setores tradicionais enquanto surgem novas ocupações.
A reportagem cita exemplos históricos, como a agricultura, que passou por mudanças substanciais ao longo de séculos, sem colapsos abruptos na mão de obra. A evolução tecnológica levou tempo para reduzir a participação no setor.
Outra referência é a Revolução Industrial, na Inglaterra, com ganhos de produtividade e crescimento econômico, acompanhado de mudanças salariais moderadas. Deslocamentos setoriais foram significativos, mas a totalidade do emprego não caiu de forma abrupta.
Perspectivas atuais
Estudos indicam que, apesar da ansiedade, o mercado de trabalho permanece estável em termos globais. A taxa de desemprego entre países OCDE está em torno de 5%, e setores expostos à IA já empregam mais pessoas, inclusive na advocacia, entre outros.
Graduados americanos enfrentam desafios que já existiam antes do ChatGPT, no fim de 2022. Economistas indicam que a disrupção adicional pode ser relativamente moderada. O Bureau of Labour Statistics dos EUA estima criação de 5,2 milhões de empregos entre 2024 e 2034, com ganho de 3% no total de ocupados.
Sinais de disrupção?
A The Economist sugere que, se a IA realmente gerar uma ruptura, sinais poderiam incluir produtividade elevada acompanhada de salários reais fracos, com PIB per capita acima de 2,5% e lucros empresariais crescentes. Também haveria quedas bruscas de empregos em diversos setores.
A conclusão é que a história oferece uma lição: recessões costumam limpar empregos improdutivos, forçando mudanças radicais. Mesmo diante de previsões de alto impacto, não se pode afirmar que o desemprego em massa seja inevitável. O debate segue entre economistas, empresários e grandes nomes da tecnologia.
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