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IA responde por 71% do crescimento dos lucros do S&P 500

IA responde por 71,1% do crescimento dos lucros do S&P 500 e deve sustentar mais de 60% desse impulso até o fim de 2026

Lideradas por fabricantes de chips e plataformas de nuvem, companhias ligadas à IA ampliam receitas e margens (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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  • Quarenta e quatro empresas ligadas ao ecossistema de IA representam cerca de quarenta e cinco por cento da capitalização do S&P 500 e sustentam o crescimento dos lucros do índice.
  • A IA respondeu por setenta e um vírgula um por cento do crescimento dos lucros do S&P 500 e deve manter mais de sessenta por cento dessa expansão até o fim de 2026.
  • Espera-se que o crescimento médio de lucros das empresas de IA seja de quarenta ponto sete por cento entre o primeiro e o quarto trimestre de 2026, impulsionado principalmente por fabricantes de semicondutores e hyperscalers.
  • O restante do S&P 500 deve registrar crescimento de lucros de 13,6 por cento entre o primeiro e o quarto trimestre de 2026, com receitas fora de IA crescendo em torno de sete por cento.
  • Investimentos em infraestrutura de IA elevaram o capex do setor para US$ 166 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com projeção de até US$ 251 bilhões até o fim de 2026, e a relação fluxo de caixa livre/capex caiu para 0,82.

A inteligência artificial já não é apenas um motor do mercado americano; ela é, cada vez mais, o próprio mercado. Um grupo de 44 empresas ligadas ao ecossistema de IA concentra cerca de 45% da capitalização do S&P 500 e sustenta a maior parte do crescimento de lucros do índice. A constatação é da Bloomberg Intelligence.

Levantamento aponta que a IA respondeu por 71,1% do crescimento dos lucros do S&P 500 e deve manter mais de 60% dessa expansão até o fim de 2026. Analistas destacam o peso da IA na performance corporativa desde 2022 e a sua influência na liderança de Wall Street.

A Bloomberg Intelligence afirma que a IA já não impulsiona apenas o S&P 500; ela é o próprio índice em muitos momentos, segundo Nathaniel Welnhofer e Christopher Cain. O estudo ressalta o papel do setor na expansão de margens.

Contribuição da IA ao lucro

As empresas de IA projetam crescimento médio de lucros de 40,7% entre o 1º e o 4º trimestre de 2026. Esse ritmo supera amplamente o restante do S&P, que espera cerca de 13,6% nesse período. Semicondutores e hyperscalers lideram a expansão.

O setor de chips continua no centro do ciclo da IA. A Bloomberg Intelligence estima 122% de lucro dos semicondutores em 2026, frente a 44,4% em 2025. Tais resultados ajudam a sustentar valuations elevados em tecnologia.

A demanda por IA é refletida no avanço de receitas. Empresas de IA no S&P 500 projetam crescimento de 24,2% na comparação anual até o fim de 2026, bem acima dos 7% do restante do índice.

Demanda por chips

Entre os segmentos, semicondutores devem crescer 53,7% nas vendas, seguidos por hyperscalers com 24,4% e infraestrutura de software com 19,7%. A expansão já se traduz em resultados robustos e novas margens para o grupo de IA.

A narrativa de IA deixa de depender apenas de ganhos futuros de produtividade. O desempenho atual de vendas, margens e capex reforça o impacto da IA na lucratividade corporativa.

O restante do S&P 500 começa a reagir

Apesar da concentração de lucros na IA, setores cíclicos e não tecnológicos começam a ganhar fôlego. O restante do índice projeta crescimento de lucros de 13,6% entre o 1º e o 4º trimestre de 2026, ainda bem acima do ritmo dos últimos anos.

Em receitas, empresas fora do universo de IA devem ampliar em torno de 7% até o fim de 2026, impulsionadas por energia e materiais. Se esse impulso se materializar, o mercado pode reduzir a dependência de mega-tecnologia.

Essa reviravolta é vista como passo para uma possível ampliação do crescimento corporativo no pós-pandemia, com a IA mantendo a expansão de lucros ao lado de setores mais tradicionais.

Margens e uma nova estrutura de mercado

A IA também está alterando a estrutura financeira do S&P 500. Sem as empresas ligadas à IA, a margem líquida do índice quase não melhoraria desde 2022. Com IA, a margem do grupo sobe para 33%.

Essa mudança muda a leitura dos investidores sobre o crescimento. O foco não é apenas faturamento maior, mas ganhos com margens em expansão.

A construção de infraestrutura para IA elevou o capex das empresas de IA a níveis históricos. De 2024 a 2026, o capex deve ficar entre US$ 166 bilhões e até US$ 251 bilhões. A relação com o fluxo de caixa livre caiu, exigindo avaliação de rentabilidade.

Analistas destacam a importância de investir com eficiência para sustentar retornos acima do custo de capital, mantendo o ritmo atual de investimentos.

Foco nas informações

O estudo da Bloomberg Intelligence ressalta que a IA impõe uma nova referência para o desempenho de Wall Street. O avanço depende da capacidade de traduzir gastos em lucro sustentável e de ampliar margens sem comprometer o fluxo de caixa.

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