- O IGP-10 subiu 0,89% em maio, abaixo da expectativa de alta de 1,11%.
- O IPA-10 avançou 0,95% no mês, com a desaceleração das matérias-primas brutas para 0,06%.
- Entre os itens, o minério de ferro caiu 4,67%, influenciando quedas em álcool etílico, cana-de-açúcar, café em grão e suínos.
- O IPC-10 avançou 0,68% e o INCC-10 subiu 0,86% em maio.
- Em 12 meses, o IGP-10 acumula alta de 1,46%.
O IGP-10, indicador da FGV, subiu 0,89% em maio, ante alta de 2,94% em abril. O resultado ficou abaixo da estimativa de 1,11% apurada pela Reuters, refletindo a desaceleração das matérias-primas no atacado. O indicador acumula alta de 1,46% em 12 meses.
O IPA-10, que representa cerca de 60% do IGP-10, avançou 0,95% em maio, depois de 3,81% no mês anterior. A desaceleração das matérias-primas brutas no atacado contribuiu para reduzir o impulso de preços no mês.
O componente que mede o IPC-10 subiu 0,68% em maio, ante 0,88% em abril. O INCC-10, por sua vez, avançou 0,86% no mês, após 0,88% em abril. O IGP-10 considera variações entre o 11º dia do mês anterior e o 10º dia do mês de referência.
Desempenho por componentes
Entre os itens que puxaram a queda no atacado, destacam-se minério de ferro (-4,67%), álcool etílico anidro, cana-de-açúcar, café em grão e suínos, que registraram quedas expressivas no mês. Economista da FGV IBRE aponta que esses recuos ajudaram a compensar pressões em outros produtos agropecuários e industriais.
O IGP-10 é calculado a partir de variações de preços no atacado, no consumidor e na construção civil para o período 11 do mês anterior até o 10 do mês de referência. Os dados são divulgados pela FGV nesta periodicidade.
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