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IMF eleva a previsão de crescimento do Reino Unido, mas riscos persistem

FMI eleva para 1% a previsão de crescimento do Reino Unido em 2026, mas guerra no Irã e incerteza doméstica podem frear o crescimento e elevar preços

Getty Images People commuting to work in London
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  • O FMI aumentou a previsão de crescimento do Reino Unido para 1% em 2026, de 0,8%.
  • O FMI alerta que a guerra no Irã e a incerteza doméstica podem frear a economia e elevar preços de energia e alimentos.
  • A economia britânica cresceu 0,6% no primeiro trimestre, impulsionada por varejo e construção.
  • A instituição diz que a inflação deve subir temporariamente por causa dos preços de energia e defende manter as taxas de juros estáveis neste ano.
  • O governo recebeu a notícia com otimismo, com a versão de plano econômico considerável; medidas discutidas incluem possível cancelamento de aumento de 5p no imposto sobre combustível e foco em apoio ao custo de vida.

O FMI elevou a previsão de crescimento do Reino Unido neste ano para 1%, ante 0,8%. A instituição indicou que o país pode enfrentar impactos do conflito no Irã e de incertezas econômicas internas, mesmo com impulso atual.

Segundo o FMI, o Reino Unido manteve resiliência, mas um atraso prolongado no Oriente Médio poderia frear o crescimento e elevar preços de energia e alimentos. A incerteza doméstica também pode reduzir consumo e decisões de investimento.

A sinalização de crescimento mais robusto veio após dados recentes que mostraram avanço de 0,6% no PIB no primeiro trimestre, com recuperação em varejo e construção. O FMI destacou que a economia entrou no choque global com mais impulso do que o esperado.

O organismo ressaltou que a inflação tenderia a subir temporariamente devido a custos de energia mais altos. Em razão de importar mais energia do que produz, o País permanece sensível a altas rápidas de preços globais.

O FMI sugeriu que o Banco da Inglaterra não precisa elevar as taxas de juros neste ano, mantendo-as para o restante de 2026 para devolver a inflação à meta de 2% até o fim de 2027.

Reação política: a chefe do Tesouro, Rachel Reeves, sauda a revisão como evidência de um plano econômico adequado. Ela afirmou que ações fiscais fortalecem a posição macroeconômica diante dos custos do conflito no Irã.

O government mantém a meta de ampliar a atividade econômica para melhorar padrões de vida. Em momentos de crescimento, há maior investimento privado, criação de empregos e percepção de melhoria econômica.

O FMI elogiou o plano de médio prazo para reduzir custos de endividamento, mantendo equilíbrio entre gastos e reformas. Sugeriu que pacotes de apoio a famílias devem ser direcionados e de duração limitada.

O relatório aponta escolhas difíceis nos próximos 20 anos, com pressões crescentes em gastos com envelhecimento, defesa e transição climática. A instituição destacou limites para novas receitas sem reformas tributárias profundas.

Para enfrentar esses desafios, o FMI recomenda contenção de gastos com foco em eficiência, além de considerar ajustes no congelamento de pensões e na indexação das aposentadorias ao custo de vida.

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